A abertura da Semana Santa acontecerá no próximo do­mingo, dia 28 de março, quando em nossas comunidades teremos a celebração eucarística sem a tradicional Pro­cissão dos Ramos. As celebrações, na medida do possível continuarão sendo transmitidas pelas redes sociais, como Facebook, Youtube e outros. É o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor!

Com o Domingo de Ramos, descortina-se a Semana Santa em que a Igreja celebra os mistérios da salvação levados a cumprimento por Cristo nos últimos dias da sua vida, a co­meçar pela entrada messiânica em Jerusalém.

Os ramos abençoados lembram que estamos unidos a Cristo na mesma doação pela salvação do mundo, na labu­ta árdua contra tudo o que destrói a vida. Neste ano somos convidados a seguir rigorosamente as orientações de preven­ção de uma vida dialogal, sem radicalismos e polarizações: Fraternidade e Diálogo: Compromisso de Amor! “Cristo é nossa Paz: Do que era dividido, fez uma Unidade” (Ef 2,14ª). Cuidemos uns dos outros!

Se durante a Quaresma fizemos o propósito de “não falar mal de ninguém”, o Domingo de Ramos que abre a grande Semana Santa nos convida ao balanço: conseguimos não falar mal de ninguém ao longo deste grande deserto em prepara­ção à festa da Páscoa? Os pregos de hoje, que crucificam Jesus na pessoa do próximo é, frequentemente a língua ferina, que mente, calunia, difama, destrói a oportunidade de o outro crescer. Muitas vezes por pura inveja. Quantas vezes não suportamos que o outro seja melhor!

Será também o domingo da prestação de contas de todos os nossos exercícios quaresmais de oração com melhor qua­lidade, de jejum consciente, pensando naqueles que não têm o que comer todos os dias e, finalmente a profunda, sincera e generosa caridade! Sejamos honestos e devolvamos, no espíri­to da coleta da solidariedade os frutos saborosos colhidos em benefício dos que tem menos do que nós.

A entrega de nossa partilha deverá ser o que na verda­de deixamos de consumir na Quaresma e quem sabe, neste tempo de pandemia. Ninguém terá o direito de reter qualquer centavo desta, que é a Coleta da Fraternidade. Não deixemos que nada desvie a coleta de sua verdadeira finalidade! Isso seria feio e grave pecado contra a justiça!

Aguardamos orientações de nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto a respeito de como será realizada a coleta da solidariedade neste segundo ano de pandemia, período em que o Estado de São Paulo se encontra numa fase emergencial que impede as celebrações com a presença de nossos fiéis em nossas Igrejas, para evitar aglomerações.