Com muitos gols perdidos e pênaltis não marcados, Botafogo fica no empate com o Juventude

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O Botafogo ficou no empate em 0 a 0 com o Juventude em partida disputada neste sábado, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Mais uma vez, o Pantera abusou dos gols perdidos e ainda foi prejudicado com dois pênaltis claros não marcados pela arbitragem.

Agora o Tricolor tem sete pontos ganhos e o próximo confronto é diante do líder Cuiabá na terça-feira (1), às 17h, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. O Juventude visita a Chapecoense, também na terça.

Outra vez o Pantera teve grandes oportunidades para vencer a partida. O alto número de chances desperdiçadas por partida está se tornando um problema crônico no Botafogo.

A atuação desastrosa da arbitragem também prejudicou o que poderia ser a segunda vitória fora de casa do Pantera na competição.

O Jogo

A primeira etapa foi de domínio amplo do Botafogo. Mesmo com menos posse de bola, o Juventude comandou o quesito com 55%, o Pantera controlou as ações da partida e criou as melhores situações de gol na parte inicial do confronto.

Logo aos 3 minutos, Gustavo Henrique perdeu a primeira grande chance da partida. Após boa jogada pelo lado direito, Ronald achou bom passe para Jeferson, que chegou cruzando de primeira, no pé de Gustavo Henrique. Livre, o atacante não soube aproveitar e bateu para fora.

O Botafogo seguiu melhor e mais ligado na partida. O Juventude, por sua vez, bastante desatento e errando muitos passes simples.

Os donos da casa assustaram pela primeira vez somente aos 14 minutos. Breno Lopes recebeu na ponta esquerda, trouxe para o meio e soltou uma bomba. Bem postado, Darley espalmou e fez uma linda defesa.

O Pantera seguiu pressionando e perdeu uma chance incrível aos 20 minutos. Gustavo Henrique roubou a bola do zagueiro do Juventude na intermediária, invadiu a área, sozinho, e bateu para fora de pé esquerdo.

Aos 22 minutos, outra chance desperdiçada pelo Tricolor. Rafinha bateu falta da entrada da área e a bola explodiu no travessão do gol defendido por Luis Carlos.

Depois das chances perdidas pelo Botafogo, o jogo caiu de ritmo e os clubes passaram a trocar mais passes, forçar bolas longas e criar raras oportunidades ofensivas. O Pantera ainda reclamou de um pênalti não marcado em cima de Wallison Maia.

O Juventude tentou voltar com mais força no segundo tempo, mas esbarrou no bom sistema defensivo do Botafogo. Com dificuldade para criar de ambos os lados, o jogo ficou mais truncado.

A primeira boa chance da segunda etapa veio somente aos 21 minutos. Após jogada de Rafael Silva pela esquerda, a bola bateu na defesa e sobrou para Renato Cajá. Dentro da área, o camisa 10 do Juventude matou no peito e bateu para fora, perdendo uma grande chance.

O Botafogo reclamou de pênalti novamente aos 25 minutos. Gustavo Henrique arrancou bem, passou por dois marcadores e foi parado por um carrinho de Gabriel Bispo dentro da área. O juiz não marcou nada.

O Juventude até melhorou na partida com as substituições promovidas por Pintado, mas os inúmeros erros de passe dos donos da casa prejudicaram as tentativas ofensivas.

O Pantera seguiu sua estratégia e quase fez o gol da vitória nos minutos finais. Aos 40 minutos, Ronald fez boa jogada belo lado direito e achou lindo passe para Gabriel Calabres, que invadiu a área e tocou para o meio. A bola pegou muita velocidade e passou por Guilherme Romão, que chegava livre apenas para empurrar para o gol.

Sem tirar o zero do placar, a partida terminou em empate. Mais uma vez, para o Botafogo, o resultado final do jogo tem gosto amargo, já que a arbitragem deixou de marcar duas penalidades e o ataque do Pantera, novamente, abusou de perder gols claros.

 

 

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