Nas últimas seis semanas aqui mesmo nesse espaço da Tribuna tivemos a oportunidade de tecer diversas considerações no que diz respeito aos cuidados que uma pessoa precisa ter para cuidar muito bem da sua saúde. Trata-se de um processo que deve ser incorporado à personalidade do indiví­duo e, portanto, que acompanha a vida da pessoa desde os primórdios de sua existência. Inicialmente cabe aos pais já ensinarem a criança os cuidados com a higiene sempre lembrando que higiene e saúde caminham juntas.

O Brasil já teve até uma disciplina voltada para ensinar aos escolares os cuidados com a saúde que era ministrada no ensino fundamental e que se chamava Programas de Saúde. Trata-se de uma disciplina da maior impor­tância e que proporcionava aos estudantes desde a infância passando pela adolescência a aprender essas atitudes que são de extrema utilidade para se evitar as doenças e manter a saúde. Com a redemocratização do país as novas autoridades esquerdistas simplesmente aboliram a disciplina Programas de Saúde sob o argumento idiota de que era matéria instituída pela ditadura.

Tamanha ignorância causou e vem causando enormes prejuízos à formação da personalidade dos estudantes e, portanto, da cidadania. Essa disciplina escolar proporcionava aos estudantes os conhecimentos básicos de higiene indispensável para qualquer pessoa. E ia além: orientava os escolares a respeito da importância das vacinas, as doenças próprias da infância e ado­lescência e inclusive fornecendo informações de grande importância sobre as doenças sexualmente transmissíveis.

Esse modelo de disciplina escolar existe nos currículos escolares de milhares de escolas nos Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia. No Brasil durou pouco, infelizmente. Entre os cuidados essenciais que uma pessoa precisa ter para cuidar bem da saúde é tomar providências imediatas quando sentir os primeiros sinais e sintomas que o corpo apresenta.
Eu, como médico e professor de medicina recebo muitas queixas dos meus amigos e pacientes no que diz respeito à perda de cabelos. E já pude constatar que muitas pessoas se sentem insatisfeitas por estar já com a calví­cie em estado adiantado.

Conversando com essas pessoas pude verificar que as pessoas quando notaram a perda progressiva dos cabelos não tomaram providência alguma e simplesmente acompanharam perplexa esta situação, quando o certo seria ter realizado imediatamente uma consulta médica com especialista nesse tipo de transtorno com um médico dermatologista. Sim, porque na maior parte da perda de cabelos existe uma causa que pode ser determinada, estabelecer o diagnóstico e instituir o tratamento e assim, bloquear a perda dos cabelos evitando a progressão da calvície.

Esta é uma doença que como qualquer outra pode ter várias causas, entre elas a genética ou hereditária, mas recentes trabalhos da literatura médica têm atribuído ao estresse como uma das principais. E assim, outras doenças que mesmo que tenham uma causa ainda desconhecida como a pressão alta, que uma vez detectada no início, há grandes chances de se controlar e evitar os danos que ela causa.

No caso da hipertensão quando não controlada ela causa danos terríveis em alguns órgãos do corpo humano, principalmente no coração causando infarto, no cérebro causando AVC (Acidente Vascular Cerebral), nos Rins, que com o tempo pode parar de funcionar precisando de diálise ou de trans­plante, na retina (parte do olho responsável pela visão) levando a pessoa a ficar cega ou causando entupimento das artérias e veias das pernas e dos pés.

Esse é o modelo de doença, mas ele se aplica a muitas outras e a pessoa que toma conhecimento dessas estratégias de cuidar bem da saúde evita tudo isso. Estudos médicos recentes têm mostrado que qualquer pessoa tem condições de ter uma vida longa e feliz inclusive superando a marca dos 100 anos. O organismo humano está, como sempre esteve, em condições de atingir a esse patamar de longevidade.

E para que isso aconteça essas medidas de cuidar bem da saúde aqui ex­postas e colocados em prática no decorrer da vida são fundamentais. É claro, que o fator hereditário também exerce grande importância.

Entretanto, se a pessoa cuidar bem da saúde segundo as diretrizes aqui ex­postas, ela certamente viverá mais de 100 anos. (Continua na próxima semana).