Conta de luz vai subir 6% no dia 1º

0
39
MARCELO CAMARGO/AG.BR.

Em meio à pandemia cau­sada pelo novo coronavírus, causador da covid-19, a Agên­cia Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu por 90 dias aplicação do reajuste da tarifa da CPFL Paulista, aprovado pela reguladora em 7 de abril e que, pelo cronograma original, deve­ria estar valendo desde o dia o do mesmo mês.

O diferimento havia sido solicitado pela própria conces­sionária. A empresa continu­ará cobrando as atuais tarifas até terça-feira, 30 de junho, e, a partir da próxima quarta-fei­ra, 1º de julho, vai aplicar rea­juste médio de 6,05% para os 309.817 consumidores de Ri­beirão Preto e mais 4,2 milhões de clientes da CPFL Paulista es­palhados em outras 233 cidades do estado de São Paulo.

A correção foi confirmada nesta semana, por meio nota en­viada ao Tribuna pela assessoria de imprensa da concessionários do serviço. Para os consumido­res residenciais e pequenos co­mércios, que também entram na faixa de baixa tensão, o aumento será de 5,17%, Para os clientes da alta tensão – indústrias, sho­pping centers e outros estabe­lecimentos de grande porte – o reajuste cai chegar a 6,72%.

Para o cálculo das tarifas, a Aneel considera a atualização de custos com a compra de energia (geração), com sistema de trans­missão e com a distribuição da energia elétrica (única parte ge­renciável pela CPFL Paulista), assim como com os encargos setoriais, conforme regras esta­belecidas para o setor.

Neste ano, os principais fa­tores que levaram a esse resulta­do, foram o aumento dos custos não gerenciáveis pela distribui­dora, tais como aumento do custo de geração de energia por conta da expressiva alta da taxa dólar e dos custos de transmis­são por conta da incorporação de novas instalações no sistema integrado brasileiro.

No ano passado, a conta de luz em Ribeirão Preto subiu, em média, 8,66%. A Aneel au­torizou, dentro do processo de revisão tarifária anual da CPFL Paulista, reajuste nas faturas da concessionária. Para os consu­midores residenciais, a alta foi de 7,87%. Pequenos comércios, que também entram na faixa de baixa tensão, tiveram reajuste de 8,34%. Para os clientes da alta tensão o aumento foi de 9,30%.

As contas de luz terão ban­deira verde até o final deste ano, segundo a Aneel. Com isso, não haverá taxa extra nas tarifas de energia por ao menos onze meses seguidos, desde fe­vereiro de 2020. Em janeiro, vi­gorou a bandeira amarela, com cobrança adicional de R$ 1,343 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Em dezembro, a agência alterou a bandeira tarifária de vermelha patamar 1 para a ama­rela, com custo extra de R$ 1,343 para cada 100 kWh, contra os R$ 4,169 por kWh cobrados de taxa extra em novembro, quan­do vigorou a vermelha , que em seu segundo nível tem extra de R$ 6,243 a cada 100 kWh.

Os cortes no fornecimento de energia por falta de paga­mento continuam suspensos até 31 de julho. Inicialmente, a interrupção do serviço foi proi­bida em 24 de março, por 90 dias, até 23 de junho. Segundo a Aneel, a prorrogação da medida foi uma solicitação dos secretá­rios estaduais de energia.