Precisamos de novos quadros políticos. Isso sempre foi necessário, mas agora essa necessidade se amplia em função do desgaste vivido pela classe política, motivado pelas incontáveis acusações e suspeitas imputadas a uma grande parcela dos políti­cos, não apenas em Brasília ou grandes capitais, mas também nas cidades menores e do interior. Ribeirão Preto mesmo ainda conta os prejuízos e sofre as consequências de ações desonestas pratica­das por um grupo que esteve no poder recentemente.

Estamos conseguindo, com sacrifício, recuperar pelo menos parte dos prejuízos, restituir a imagem maculada pelas ações e restituir a credibilidade, com licitações transparentes – prefe­rencialmente por pregões eletrônicos – boas práticas de gestão.

Porque temos a certeza que não são todos iguais. Assim como em outros setores, encontramos na política pessoas de diferentes características, de boa ou de má índole. Por isso não é correto acusar de forma generalizada e nem acreditar que tudo está perdido. Assim, nos lugares onde tenho ido e tido a oportunidade de falar com as pessoas, tenho feito o convite para que elas se lancem na vida partidária, que dispu­tem mandatos eletivos e façam política honestamente, com princípios e vontade de bem servir a sociedade.

Porque muito se ouve falar de nova política e velha políti­ca. E, pela forma como se coloca – erroneamente – a divisão, fica a nítida impressão de que a parte denominada velha po­lítica é a parcela ruim, responsável por todos os atos desones­tos e prejudiciais à sociedade. A parte nova é a boa, a decente, que carrega consigo as boas e exemplares práticas morais.

Não é bem isso. O que existe é a boa política e a política velhaca. A que trabalha pelo bem das pessoas e a que não honra o voto recebido, não respeita as pessoas e se utiliza dos cargos ocupados para o bem próprio. Há, no entanto, muito da boa política. Muita gente que não pensa apenas na próxi­ma eleição, no voto a cada dois ou quatro anos.

Então não se trata de obedecer aos rótulos de velha ou nova política, e sim de fazer a boa política. Por candidatos com bons projetos e trabalho a apresentar. É de homens e mulheres assim que o país precisa. Até para consertarmos os estragos feitos até aqui. Para reaver ao menos parte do que foi perdido e traba­lharmos pela melhoria da vida das pessoas, de forma coletiva, sem deixar ninguém para trás. Porque a boa política trabalha para toda a sociedade, sem discriminar ninguém.

E é possível, sim, fazer política com bons princípios, boas e corretas atitudes, sem pensar apenas em vencer a próxima disputa. Eleições a gente ganha e perde. Faz parte da demo­cracia. Eu mesmo disputei 11 eleições. Ganhei sete e perdi quatro. E em todas elas tive as contas das campanhas aprova­das pela Justiça Eleitoral. Por 22 anos fui deputado estadual e federal e por três vezes fui secretário estadual em São Paulo, com todas as contas aprovadas. Digo isso para mostrar que é possível fazer a boa política.

É claro que muitas vezes somos acusados de forma injusta, vilipendiados em nossa honra. Porém a Justiça sempre con­segue apurar e analisar os fatos com imparcialidade e sere­nidade e, assim, recolocar os fatos em seus devidos lugares, mesmo que isso leve um tempo que ultrapassa as nossas expectativas. O importante é persistir nas boas práticas. No caminho correto.

Desta forma, quem tem bons princípios vai continuar a praticá-los. Sejam da política nova ou velha de que tanto fa­lam. Não é a idade da política que fará a diferença. Sim quem nela se insere com compromisso e responsabilidade.

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