Coronavírus – Parte V

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Desde o início de janeiro deste ano o mundo vem acompanhan­do com atenção e preocupação a chegada de um vírus que causa uma doença respiratória parecida com tantas outras que as pessoas estão acostumadas, como o resfriado comum, a gripe, as alergias res­piratórias etc.. No entanto, esse vírus é diferente de outros, é capaz de, em algumas pessoas, evoluir para uma pneumonia grave que se não houver possibilidade de tratamento em UTIs e com respirador artificial, a pessoa vai a óbito.

Esse vírus foi identificado e dado o nome de novo coronavírus e a doença causada por ele recebeu o nome de covid-19. Pois bem, originário da China, como todos sabemos, esse vírus se espalhou de tal maneira naquele país que se não fossem medidas enérgicas e drásticas de todo tipo para bloquear a sua transmissão, as conse­quências teriam sido arrasadoras não só para a China como para o resto do mundo. Em nossa coluna semanal publicada nesse jornal, temos fornecido os esclarecimentos aos nossos leitores sob a forma de perguntas e respostas e assim, vamos continuar.

1. Da semana passada até essa data, qual é a situação do mundo em relação ao coronavírus?
É preocupante, mas felizmente alguns fatos surgiram que são animadores: a China praticamente controlou a expansão do vírus de tal modo que o número de óbitos e de contaminados diminuí­ram consideravelmente. O segundo fato animador é que na Europa Ocidental não surgiu nenhum outro país com número alarmante de novos casos e de óbitos além da Itália e Espanha. Já o dado extrema­mente preocupante foi o número alarmante de casos de infectados e de óbitos nos Estados Unidos. Já na América Latina e Caribe o vírus está presente, mas não em números alarmantes.

2. E no Brasil como está o coronavírus?
Muito preocupante, mas muito mesmo. Apenas de o número de casos novos ainda ser considerado pequeno em comparação com os Estados Unidos, Itália e Espanha, o número de casos está aumen­tando a cada dia, a tal ponto que em dois dias só no nosso estado tivemos mais de dois mil casos. E isso é mais do que preocupante tendo em vista que em nosso país não temos um sistema de saúde sólido e eficiente. Até o momento no Brasil temos 6.836 casos de in­fectados e 241 óbitos (até o início da tarde desta quinta-feira, dia 2). Mas essas estatísticas reconhecidas pelo próprio Ministro da Saúde, estão muito aquém da realidade. E isso é verdadeiramente lamentá­vel reconhecer que na prática não sabemos nem o número de mortes e muito menos o de casos de infectados em nosso país.

3. E quanto aos remédios para o tratamento da doença causada pelo coronavírus, alguma novidade?
Sim, a principal novidade é que o Ministério da Saúde já auto­rizou oficialmente tratamento da doença com o remédio chamado Cloroquina mas, só para casos graves e apesar de os resultados ainda serem preliminares soubemos que vários pacientes graves foram bem sucedidos quando usaram o medicamento .
Entretanto, é preciso dizer que os resultados ainda não são conclusivos e o remédio por ter efeitos colaterais (alguns graves) não pode ser usado para todo mundo, além de os testes atualmente em curso, estão sendo realizados só para doentes graves. Por outro lado, se os testes forem aprovados já é uma luz no fim do túnel, pois esse medicamento é simples em sua estrutura e de baixo custo o que é altamente vantajoso para um país pobre como o nosso.

4. E em relação à vacina? Alguma novidade?
Bem, qualquer vacina tem que passar por muitas etapas e os centros de pesquisa de vacina mais importantes do mundo estão em uma verdadeira corrida para apresentar uma vacina o mais rápido possível. Os resultados mais animadores sugerem que vão ser neces­sários ainda de 8 a 12 meses para que essa vacina esteja pronta para ser aplicada no mundo inteiro. Como se trata de uma pesquisa em andamento os resultados podem vir até antes como também podem demorar mais.