Covid-19: estado atual e vacinas – parte V

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Todas as pandemias que já assolaram o mundo e que foram responsá­veis pela morte de milhares ou milhões de pessoas, duraram algum tempo causando transtornos terríveis e depois foram diminuindo gradualmente sua ação, mas a solução definitiva para essa tragédia só foi possível com a descoberta das vacinas que são remédios que uma vez aplicadas nas pessoas são capazes de impedir que a doença se manifeste.

Assim, médicos, cientistas e pesquisadores em alguns casos demoraram anos e anos, em alguns casos até décadas, para se descobrir esse remédio. Existem ainda até hoje doenças infecciosas que continuam atuante e desa­fiando os cientistas que não conseguiram fabricar uma vacina para impedir a contaminação ou o aparecimento das doenças.

A atual pandemia entrou para a história como a que levou à descoberta das vacinas no mais curto espaço de tempo de todas as vacinas fabricadas até hoje. Em menos de um ano de aparecimento da doença covid-19 as po­pulações de diversos países já estavam sendo vacinadas.

Cientistas, médicos e pesquisadores desde o surgimento do vírus causador da doença passaram a estudar com afinco e dedicação 24 horas por dia todos os dias da semana e do mês e mesmo com várias vacinas já descobertas os estudos e pesquisas continuam no mesmo ritmo.

De todas as vacinas descobertas e aprovadas pelos órgãos controladores dos diversos países são aplicadas em duas doses com intervalo de um mês mais ou menos para atingir uma imunização mais segura. As vacinas quando são fabricadas têm entre outros dois objetivos fundamentais: segurança, isto é, se a vacina não vai causar o aparecimentos de sinais, sintomas ou incômo­dos que vão perturbar a vida da pessoa e se ela é realmente eficaz no sentido de impedir que a pessoa venha desenvolver a doença caso ela tenha contato com o vírus causador da doença.

Satisfeitas essas duas exigências básicas, a vacina pode ser então aplicada como o remédio mais eficaz no combate à covid-19 causada pelo Sars-CoV-2, que é o nome do vírus causador da doença. E para explicar melhor a situação das vacinas no Brasil e no mundo vamos continuar formatando nosso mate­rial científico sob a interessante apresentação de perguntas e respostas.
1. Como está o Brasil hoje no que diz respeito à vacina contra a covid-19?

O Brasil vai indo, como sempre, muito atrasado. Enquanto mais de 40 países já estão vacinando em massa suas populações, no Brasil nenhuma va­cina foi aprovada até agora. Entretanto, existem notícias de que no próximo domingo o órgão responsável pela concessão de autorização de vacinas, vai decidir sobre dois pedidos que foram solicitados. Caso sejam concedidos o governo se diz preparado para iniciar o mais rápido possível a vacinação dos brasileiros. O Brasil é um país complicado e com uma estrutura adminis­trativa centralizada o que dificulta enormemente a tomada e cumprimento de decisões para atingir a base da pirâmide que são os municípios onde as pessoas residem.

Existem três vacinas já testadas no Brasil, mas só duas até agora solicita­ram autorização e que têm grande chances de serem autorizadas. E os brasi­leiros continuam aguardando ansiosamente para serem vacinados. As coisas simplesmente não deslancham no Brasil que vai protelando e protelando mesmo em casos tão graves como é o dessa pandemia que vem causando dor, sofrimento e morte em nosso país.

2. E o mundo, como vai indo no que diz respeito à vacina contra a covid-19? De um modo geral o mundo caminha, mesmo que devagar, para uma vaci­nação ampla e completa das diversas populações, dependendo do país está indo mais rápido. É o caso por exemplo do Reino Unido e Estados Unidos com enormes populações que estão vacinando em ritmo mais acelerado do que outros pois, iniciaram mais precocemente suas vacinações.

A União Europeia também já deu início à vacinação de praticamente todos os países da Europa Ocidental. Rússia já está vacinando seu povo há algum tempo pois, desenvolveu sua própria vacina. Israel e alguns países do Oriente Médio, Japão e outros países da Ásia-Pacífico e alguns países da América Latina também já estão vacinando embora em ritmo mais lento. (Continua na próxima semana).