Covid deve superar 850 óbitos em RP

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REUTERS

A Secretaria Municipal da Saúde confirmou mais três mortes por covid-19, segun­do o Boletim Epidemiológico divulgado nesta quinta-fei­ra, 29 de outubro, e Ribeirão Preto chegou a 848 faleci­mentos em decorrência da doença, alta de 0,3% em re­lação aos 845 de quarta-feira (28). Um dos óbitos ocorreu no domingo (25) e os outros dois na terça-feira (27).

Sobre a evolução das mor­tes por covid-19 na cidade, a tendência é de queda na com­paração semanal. Entre 15 e 21 de outubro, ocorreram 24 mortes na cidade, média de três falecimentos por dia. Nos sete dias subsequentes, entre 22 e 28 de outubro, foram con­firmados mais dez óbitos com a atualização de ontem.

A média diária é inferior a dois (1,4) – um a cada 17 ho­ras. A queda chega a 58,3%, com 14 vítimas fatais a menos. No dia 12 não houve faleci­mento. Isso não acontecia des­de 28 de maio, mas ainda pode mudar. A média móvel dos úl­timos sete dias, de dez óbitos, é a mais baixa da pandemia, mas este número pode mudar com a atualização diária.

Antes, a média mais baixa fora constatada nas semanas de 30 de maio a 5 de junho (16), de 12 a 18 (15), de 13 a 19 (13) e de 14 a 20 de outubro (onze). A mais alta ainda pertence ao período de 18 a 24 de julho, de 59 falecimentos. O dia com mais óbitos confirmados ainda é 4 de agosto, quando a pasta anunciou 18 falecimentos. O recorde de mortes em 24 horas pertence a 24 de julho, com 13.

O município deve superar a marca de 31 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 nesta semana – são 30.965. O Boletim Epidemiológico do Departamento de Vigilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diag­nóstico da doença. O balanço da pasta traz 242 falecimentos em julho. Tem ainda 207 de ju­nho, 66 de maio, onze de abril, dois de março e 174 de agosto, mas 198 pessoas morreram.

Segundo o boletim, 120 pessoas faleceram em setem­bro, mas a cidade fechou o mês com 166 mortes, cinco por dia. Há registro de 26 mortes em outubro, mas 91 óbitos ocor­reram neste mês, três por dia. A taxa de letalidade segue em 2,7% – chegou a 5,3% em abril e em maio. Está no mesmo patamar dos índices regional (2,7%), nacional (2,9%) e do mundial (2,6%), mas abaixo do estadual (3,5%).

A mais baixa até agora é a de outubro, com média de 1,1%, abaixo inclusive à taxa de março, de 2,1%, e de setembro, de 2,2%. Em junho foi de 3,1%, em julho de 2,8% e em agosto, de 2,7%. A taxa de mortalidade por 100 mil habitantes na pan­demia é de 119,9.

As mais baixas são de mar­ço (0,3), abril (1,6) e outubro (3,4). As mais altas são de julho (34,4) e junho (29,4). Em maio foi de 9,4, em agosto de 24,7 e em setembro, de 16,6. Nesta quinta-feira, a taxa de incidên­cia de óbitos dos últimos 14 dias continuava em 4,92 por 100 mil habitantes.

As três novas vítimas são do sexo feminino, de 52, 74 e 76 anos. As três mulheres eram portadoras de comor­bidades como doença car­diovascular crônica, diabetes mellitus, hipertensão arterial, obesidade, neoplasia e doen­ça neurológica crônica. Am­bas estavam internadas em hospitais particulares.

Por sexo, são 470 ho­mens (55,4%) e 378 mulheres (44,6%). A vítima mais jovem da covid-19 em toda a pande­mia é um menino de oito anos que morreu em 19 de outubro e a mais idosa, uma senhora de 101 anos que faleceu no dia 20 de junho. Setecentas e setenta e nove tinham alguma comorbi­dade (91,9%).

Um senhor de 76 anos, um homem de 41, outros dois de 42, uma mulher de 55, um senhor e uma senho­ra de 65, um munícipe de 75, um idoso de 79 e uma idosa de 90 anos não tinham doen­ças preexistentes (1,2%) e 59 casos estão sob investigação (6,9%). Cento e trinta e oito pessoas tinham menos de 60 anos (16,3%) e 710 eram se­xagenárias, septuagenárias, octogenárias, nonagenárias ou centenárias (83,7%).

Por idade, os óbitos estão distribuídos entre de 5 a 9 anos (um, 0,1%), 20 a 29 anos (cinco mortes, 0,6%), de 30 e 39 anos (20, ou 2,4%), de 40 a 49 anos (32 óbitos, 3,8%), entre 50 e 59 anos (81, ou 9,6%), entre 60 e 69 anos (171, ou 20,1%), de 70 a 79 anos (238, ou 28%), de 80 a 89 anos (222, ou 26,2%) e de 90 anos ou mais (78, ou 9,2%).

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