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Ribeirão Preto registrou mais dez mortes por covid-19, segundo o Boletim Epidemio­lógico da Secretaria Municipal da Saúde. Nesta sexta-feira, 9 de abril, a cidade ultrapassou a marca de 1.650 falecimentos. O número de vítimas fatais em decorrência da doença subiu para 1.652, alta de 0,6% em re­lação às 1.642 computadas até quinta-feira (8).

Já são 91 óbitos em oito dias de abril, onze a cada 24 horas, mas o boletim aponta uma ocorrência oficial. Ribeirão Preto fechou março com 307 mortes por covid-19, apesar de o relatório da secretaria indicar 234. São dez óbitos a cada 24 horas, o mês com mais vítimas fatais da pandemia – ultrapas­sou julho (244).

Janeiro soma 169. São 195 casos em fevereiro. O recorde de falecimentos anunciados em um único boletim per­tence a 6 de abril, de 32 óbi­tos. Antes era de 29 de mar­ço, quando foram divulgadas mais 28 vítimas fatais. No to­tal, são 1.043 mortes do ano passado e 609 de 2021.

O recorde de falecimentos em 24 horas agora é de 1º de abril, com 23 óbitos, contra 16 dos dias 23 e 25 de março. Antes da segunda onda de co­vid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13. Duas ocorrências fatais do novo boletim ocorre­ram em março, nos dias 19 e 27. As demais foram registra­das em 48 horas, na quarta (7) e na quinta-feira (8).

As vítimas são quatro ho­mens e seis mulheres com idades entre 45 e 90 anos. Seis pacientes estavam internados em hospitais públicos e quatro em instituições particulares. A secretaria investiga se uma senhora de 83 anos sofria de problemas de saúde. As outras nove pessoas eram portadoras de doenças graves. Quatro ti­nham menos de 60 anos.

A tendência voltou a ser de queda na comparação sema­nal. Entre 26 de março e 1º de abril, ocorreram 90 falecimen­tos na cidade, cerca de um a cada uma hora e 52 minutos. Nos sete dias subsequentes, entre 2 e 8 de abril, foram con­firmados mais 68 óbitos, tam­bém um a cada duas horas e 28 minutos, recuo de 24,4%. São 22 a menos.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a tendên­cia ainda é de estabilidade, mas com viés de alta. Entre 12 e 25 de março foram 153 mortes, uma a cada duas horas e onze minutos. Entre 26 de março e 8 de abril a cidade registrou 158 óbitos, cerca de um a cada duas horas e sete minutos, cinco a mais e aumento de 3,3% em re­lação ao período anterior. São 311 no total de 28 dias.

Os meses com menos faleci­mentos são março de 2020 (dois, a pandemia começou em mea­dos do mês em Ribeirão Preto) e abril do ano passado (onze). A taxa de letalidade subiu para 2,6% – chegou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano pas­sado. Está no mesmo patamar dos índices regional (2,3%), estadual (3,1%), nacional (2,6%) e do mundial (2,2%).

Neste ano, até agora, a taxa de letalidade média, que era de 1,7% em fevereiro, subiu par 2,3%, depois para 2,4% em março, 2,5% e agora está em 2,6%. A taxa de incidência de óbitos em 14 dias disparou e subiu para 22,34 por 100 mil habitantes nesta sexta-feira (9), contra 18,12 de 26 de março. Era 5,62 do primeiro dia do mês passado.

Por sexo, as vítimas da co­vid-19 são 908 homens (55%) e 744 mulheres (45%). A mais jovem em toda a pandemia é a menina de seis anos que mor­reu em 14 de fevereiro e a mais idosa, uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 do mesmo mês deste ano.

O município de Ribeirão Preto superou a marca de 64,9 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 nesta sema­na – são 64.947. O Boletim Epidemiológico do Departa­mento de Vigilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diagnósti­co da doença.