Covid volta a ter alta em RP

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ALEXANDRE DE AZEVEDO/CCS

Ribeirão Preto registrou mais 189 casos de coronavírus em 24 horas – cerca de um a cada sete minutos e 30 segundos – e o nú­mero de pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 ultrapassou a marca de 33 mil. Nesta terça-feira, 24 de novembro, subiu para 33.252, aumento de 0,6% em relação aos 33.063 de segunda-feira (23), segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) por meio do Boletim Epi­demiológico.

O recorde de infecções é de 15 de julho, de 657 registros. A tendência é de alta na compara­ção semanal. Entre os dias 10 e 16 de novembro, quando passou de 31.958 para 32.462, mais 504 novos pacientes foram diag­nosticados com covid-19, mé­dia móvel de 72 por dia. Entre 17 e 23 de novembro, subiu de 32.527 para 33.252. São 725 no­vos casos, 103 a cada 24 horas, aumento de 43,8% e 221 a mais.

A média móvel está bem longe da registrada em julho e agosto, quando superava os 200 casos por dia, mas voltou a ficar acima de 100, o que não acontecia desde meados de ou­tubro. A taxa de casos em 14 dias estava em 88,36 por 100 mil habitantes no dia 16. Os dados devem ser atualizados nesta sexta-feira, dia 27.

A taxa de transmissão dis­parou em uma semana, saltan­do de 0,5 para 1,5, a nona mais alta do Estado de São Paulo. Significa que a cada 100 pessoas podem transmitir o vírus para outras 150. As notificações des­de o início da pandemia chega­ram a 77.528, sendo que 43.526 pessoas testaram negativo para covid-19, ou 56,1% do total.

Os 33.252 casos confirmados até agora representam 42,9%. A cidade também aguarda o re­sultado de 750 exames que es­tão represados nos laboratórios (1%) – o número mais alto da pandemia é de 31 de julho, de 6.877 testes represados.

Foram confirmados 1.403 casos de coronavírus em no­vembro, cerca de 61 por dia, além de 2.997 em outubro, qua­se 100 a cada 24 horas. Os meses com menos casos são março (96, a pandemia começou em mea­dos do mês em Ribeirão Preto) e abril (208). Julho (8.612), junho (6.713) e agosto (6.485) tiveram mais contágios. Ribeirão Preto também tem 888 mortes.

Covid: pesquisa constata aumento nas internações
Levantamento realizado pelo Sindicato dos Hos­pitais,Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) indica que 44,74% dos hospitais privados entrevistados já detectaram aumento de internações de pacientes com covid-19 nos últimos 15 dias e que 55,26% não identificaram esse aumento.

Ao mesmo tempo, a pesquisa detectou que 46,06% dos hospitais privados também já identifica­ram aumento de diagnósticos de casos de corona­vírus nos últimos 15 dias. A pesquisa foi respondida por 20% dos hospitais privados não filantrópicos das 17 regiões administrativas do Estado de São Paulo, de um total de 76 hospitais com 7.516 leitos.

“Ainda que os números não sejam alarmantes, o aumento de casos de pacientes com covid-19 inspira mais cuidados”, alerta Yussif Ali Mere Jr., presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios (SindRibeirão) e da Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp).

A ocupação de leitos de terapia intensiva estava em 44,9% às 22 horas desta terça-feira, 24 de novembro, em Ribeirão Preto. Segundo a plataforma leitoscovid. org, havia pessoas internadas em 53 das 118 vagas disponibilizadas pelos 13 hospitais da cidade – cinco públicos e oito privados. Na enfermaria, a taxa era de 32,7%, com 52 das 159 vagas ocupadas.

O número de leitos é variável, muda a cada dia de acordo com a necessidade. Nas unidades Campus e de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, ligada à Universidade de São Paulo (HCFMR/USP), a ocu­pação de leitos de terapia intensiva era de 40% no mesmo horário desta segunda-feira.

Segundo a plataforma, as duas unidades do HC reduziram o número de leitos de Unidade de Tera­pia Intensiva (UTI) de 89 para 40 para adultos e 16 estavam ocupados. Na enfermaria caiu de 52 para 33 leitos e abrigava oito pacientes com quadro menos grave da covid-19, ou 24,2% de ocupação. A taxa de internações nos últimos 14 dias saltou de 10,68 para 12,08 por 100 mil habitantes no dia 16. Os dados devem ser atualizados nesta sexta-feira, dia 27.

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