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Ribeirão Preto
7 de julho de 2022 | 14:42
Jornal Tribuna Ribeirão

Demonizam o Estado, mas não abrem mão das vastas tetas!

O projeto neoliberalista que está sendo instituído no Brasil tem como prioridade acabar com as instituições republicanas, e extinguir o debilitado controle social. Há uma aposta delibera­da no confronto, e isso cria um clima ideal para a implantação da violência. O Brasil está experimentando um obscurantismo perigoso, pois os ganhos sociais previstos na Constituição cidadã foram minados no nascedouro. Fala-se muito que a solução para os problemas sociais brasileiros passa indubitavelmente pela educação básica pública, mas o topo da pirâmide, que tem o poder financeiro é entreguista e vai fazer tudo para que o passado que deveria estar sepultado volte com força para nos levar para as trevas.

Essa gente desqualificada ética e moralmente quer estigma­tizar os problemas da educação básica pública, como sendo um problema de ideologia de esquerda, no entanto essa ideologia nunca conseguiu entrar nas escolas públicas, mas recebe as gló­rias de uma coisa que nunca fez. O projeto bem ajambrado pelo Estado de manter a velha política da alienação na educação bá­sica pública ficou claro quando não permitiram que nas aulas de história fossem contadas as atrocidades cometidas na ditadura cívico-militar, e com isso conseguiram alienar diversas gerações, que nos dias de hoje, por puro desconhecimento, apoiam as políticas criminosas que excluem o seu próprio povo.

O dinheiro carimbado da educação básica transita pelos cami­nhos da corrupção, abastecendo o bem estar dessa gente de “bem”, que conhece como ninguém as falcatruas para se apossar do erário em benefício próprio. As políticas públicas para a educação, que mostravam novas perspectivas sempre encontraram grandes re­sistências do Congresso Nacional, haja vista a primeira LDBEN, que ficou tramitando durante treze anos, pois queriam destinar a maior parte do dinheiro da educação básica para as instituições confessionais; não conseguiram, mas não desistiram.

Essa gente de “bem” não quer um País minimamente igua­litário, e para que isso aconteça é indispensável que a servidão dos mais humildes seja a plataforma do seu poder. Não há crise na educação básica brasileira, o que há é um projeto de destrui­ção promovido pelos vendilhões da pátria, que através de leis criminosas querem tirar todos os direitos dos filhos da classe trabalhadora extinguindo as políticas sociais do Estado – e para os que não se enquadrarem no sistema a filantropia, que sempre é financiada pelo erário vai cuidar da educação dos desampara­dos, e assim teremos as classes sociais bem definidas.

O comportamento e a convivência social de uma Nação é fruto do amálgama entre a educação formal e informal, e o Estado tem o papel primordial nesta mistura. Acontece que no Brasil a segrega­ção, o racismo e o preconceito estão criando uma guerra cultural. Sucatear a escola básica pública é ponto de honra, tentaram levar o dinheiro do Fundeb para as instituições confessionais, ao arrepio da lei criaram escolas cívico-militares para aprofundar a alienação, e agora vem a educação domiciliar, para aumentar ainda mais a disparidade social, e excluir de vez a cidadania.

Demonizam o Estado, para não permitir que o mesmo seja provedor de políticas públicas que acabe com a pobreza, segun­do o pensamento “liberal” o desenvolvimento só será possível se tudo for privatizado, pois na visão dessa gente de “bem”, o Estado atrapalha. No entanto a história mostra que não houve nenhum país que alcançasse o desenvolvimento científico, tecnológico e social sem a mão pesada do Estado. Acontece que o Brasil não tem elite, o que temos é gente milionária que vive lambendo as botas do Império da vez, que estão entregando a nossa sobera­nia, para servir de experimento e de laboratório para essa políti­ca neoliberal devastadora que não deu certo em lugar nenhum.

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