Destinos para curtir a natureza

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DIVULGAÇÃO/GOVERNO DE SÃO PAULO

Que tal programar algu­mas atividades ao ar livre com seus filhos, suas crianças, em contato com a natureza? De acordo com o doutor em Edu­cação, pós-doutor no depar­tamento de Psicologia Social da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Marcos Sorren­tino, o contato com o meio ambiente desde a infância traz inúmeros benefícios para a vida adulta e, para aproveitá­-lo da melhor maneira, é pre­ciso desacelerar.

“Em geral, o contato com a natureza cria condições para que as crianças tenham momentos mais lentos, de contemplação e observação. As crianças, assim como os jovens e até os adultos, pre­cisam reaprender a usufruir momentos com a natureza, deixando de lado esse modo de vida acelerado a que so­mos expostos na nossa so­ciedade”, ressalta.

A região Sudeste tem óti­mas opções de áreas naturais que podem ser aproveitados por toda a família. Conhe­ça cinco opções de passeios inesquecíveis.

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Caverna do Diabo (São Paulo)
O nome pode impressio­nar algumas pessoas, mas a beleza da caverna, localizada no parque estadual de mes­mo nome, vale a visita. O local, quase na divisa com o Paraná, chama a atenção pela grandiosidade. É considerada a maior caverna do estado de São Paulo e a sua estrutura, com escadas e iluminação, possibilita fácil acesso a pes­soas de todas as idades. Para a realização da visita, é obriga­tório o acompanhamento de um monitor ambiental local. Durante o passeio, também é possível fazer trilhas e entrar em contato com a vegetação de Mata Atlântica presente no parque. O local ainda pos­sui um Centro de Interpreta­ção Ambiental e área de lazer.

Parque Nacional da Tijuca (Rio de Janeiro)
Localizado na capital ca­rioca, o parque possui quase 4 mil hectares de Mata Atlântica e recebe mais de 3 milhões de visitantes por ano. A área está dividida por setores de visita­ção: Floresta, Serra da Cario­ca e Pedra Bonita ou Pedra da Gávea, onde é possível con­templar a natureza e as belas paisagens. No local, também estão o Morro do Corcovado, onde fica localizada a famosa estátua do Cristo Redentor, e a Vista Chinesa, mirante onde é possível observar a zona Sul da cidade e a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Parque Estadual da Cantareira (São Paulo)
Uma floresta pertinho da cidade mais populosa do Brasil. O Parque Estadual da Cantareira foi inaugurado em 1962 e possui mais de 7 mil hectares com remanes­centes de Mata Atlântica. O local está a cerca de 10 qui­lômetros de São Paulo e é re­fúgio para algumas espécies ameaçadas de extinção, como o bugio e o gavião-pomba. O parque possui várias trilhas com diferentes níveis de di­ficuldade. A Trilha do Bugio, por exemplo, é de fácil acesso e pode ser feita por crianças e idosos. Uma ótima opção para observar a floresta.

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (Minas Gerais)
Localizado na região Nor­te de Minas Gerais, o local ainda é pouco conhecido pe­los turistas, mas tem encanta­do os visitantes – tanto pelas belezas naturais quanto pela importância histórica, com grande quantidade de arte rupestre pré-histórica em suas cavernas. O parque pos­sui diversas trilhas, algumas com nível de dificuldade leve, como o Caminho da Lapa do Bonete, onde é possível observar escavações arqueo­lógicas. Parte do trajeto não pode ser percorrida a pé e as visitas são permitidas apenas com agendamento prévio com a gestão da unidade.

Horto Florestal de Campos do Jordão (São Paulo)
Apesar de ser conhecido como Horto Florestal, a área é oficialmente chamada de Parque Estadual de Campos do Jordão. Criado em 1941 e com mais de 8 mil hectares, o local é um refúgio de tran­quilidade em uma das cida­des mais famosas do estado de São Paulo. Abriga grande variedade de vegetação rema­nescente de Mata Atlântica, com presença das Florestas com Araucárias e Nebular, além de Campos de Altitude. No local, já foram cataloga­das mais de 180 espécies de aves e animais ameaçados de extinção, como a onça­-parda. Com tantos atrativos naturais, os visitantes podem aproveitar para realizar cami­nhadas em uma das inúmeras trilhas do parque ou contem­plar a natureza, observando os lagos e bosques do local.

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