Dia 30 de junho

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Não me bastava o 17 de agosto… Faz três anos que o 30 de ju­nho também se torna uma data muito triste para o coração deste velho cantador. Escrevi esta minha crônica justamente neste dia.

Dia 17 de agosto de 2005 marca a partida de meu filho mais novo, Lucas Bueno, aos 26 anos de idade. Faz 15 anos que ele se foi. Já o dia 30 de junho lembra a partida de meu filho mais velho, Paulo Bueno, que se foi em 2017, aos 42. Pois é, já faz três anos.

Como em todas as manhãs, oro por eles pedindo ao nosso Deus Pai que os olhe por mim, que os proteja onde estiverem. Agradeço-lhe por ter confiado dois filhos seus maravilhosos para que eu cuidasse e depois lhe devolvesse. Espero ter cor­respondido à tamanha responsabilidade, tenho certeza que dei o meu melhor como pai.

É difícil para um pai, muito difícil, mas, sei que esta é a minha missão aqui na terra, aceitar meus dois filhos sabendo que eles teriam de partir após terem cumprido suas missões. Era o tempo deles por aqui. Percebi isso nas mensagens psi­cografadas enviadas por Lucas Bueno, em que diz: “Pai, nós não ficamos um segundo além do que foi programado. Todos nós, pai, temos a hora, o minuto e o segundo exato para nos­so retorno ao mundo espiritual”.

Percebo que estão cumprindo resgates de vidas anterio­res, em algumas de suas mensagens ele agradece a mim e à mamãe por aceitá-lo como filho, mesmo sabendo que iria retornar mais cedo para a casa do Pai Maior. Seu tempo aqui foi para que pudesse tirar pesado fardo de suas costas que o impedia de seguir sua escala espiritual evolutiva.

Agora está livre, por isso seu agradecimento. Disse que se sente como um novo renascer. Paulo Bueno manda, através do Lucas, seus recados, sigo esperando uma comunicação sua como as que já recebi do irmão. Hoje pela manhã, revisitei todas as mensagens psicografadas do Lucas.

Incrível o que acontece, algumas me dão a impressão de não as ter lido ainda, pois, descubro coisas que na última vez não havia percebido, é impressionante. O médium Tio João fundou o Lar do Jovem Idoso, um asilo que conheci levado por Sócrates. Quando ele ainda não havia partido, graças à uma vidência descomunal, sempre me dava notícias do Lucas que o visitava com frequência, sempre acompanhado de algum jovem na mesma situação.

Na época, um jovem japonês era seu amigo inseparável. Tio João falava: “Olha, Buenão, eles não me falaram, mas eu acho que este japonês é aquele do Mamonas Assassinas, pois eles se dão tão bem que até fico admirado, os dois estão sem­pre de bom humor, correndo aqui pelo lar e também entre os pés de manga e abacates”. Daí eu dizia: “Tio João, pode ser sim até porque Lucas era um mega fã da banda”.

A primeira mensagem que recebi do Lucas veio um ano e meio após sua partida. Ele relata que não viu nada do aciden­te, que não sentiu nenhuma dor, que foi tirado antes da batida e que no local ficou só seu corpo. Disse também que foi aten­dido por uma equipe de jovens socorristas espirituais.

Essa parte eu não entendi, mas lembrei-me que, numa conversa com Tio João, ele contou-me que algum tempo de­pois do acidente Lucas passou a fazer parte de uma equipe de jovens socorristas espirituais, foi o último a entrar, lembrei­-me na hora do que Lucas havia escrito.

Além das mensagens, ele já mandou poesia pra mamãe, para o Dia das Mães, mandou uma música pra mim para o Dia dos Pais e numa de suas últimas mensagens, num toque sutil, preparou-me para a partida do irmão, fato que aconte­ceu cinco dias depois.

Impressionante como tudo isso acontece, muitas coisas só saberemos quando estivermos juntos novamente.

Sexta conto mais.

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