É hora de multiplicar a responsabilidade e a colaboração coletiva

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Com muito esforço de todos os ribeirão-pretanos, chegamos à fase amarela do Plano São Paulo de combate à pandemia do co­ronavírus. Desta vez nem passamos pela fase laranja, o que foi um grande ganho na retomada das atividades econômicas da cidade. Com novas regras, o comércio pode abrir suas portas e os presta­dores de serviços tiveram condições de voltar a atender. Mas vimos no último sábado, novamente, uma grande aglomeração de pessoas, notadamente no centro da cidade. Um pouco certamente em função do Dia dos Pais, comemorado no domingo.

Passado o motivo especial, e com horários estendidos para oito horas, o que se espera é que o comércio possa atender sem aglome­rações. Que as pessoas possam ter consciência de que corremos o risco de retroceder caso o número de infectados e/ou de óbitos au­mente muito. Também há risco de aumento exagerado de ocupação dos leitos de UTI, um quesito importante nos resultados do Plano São Paulo. E com toda certeza, se incorrermos nos mesmos erros do passado, quando retrocedemos após 15 dias, obteremos os mesmos resultados.

Se a primeira vez serviu de experiência, vamos agora fazer diferente. É possível manter a fase amarela e até avançar para a verde com a segurança necessária. Mas novamente dependemos da consci­ência coletiva, da colaboração de todas as pessoas dispostas a ajudar a vencer esta pandemia que tira o sossego do mundo todo. Não é porque avançamos que vencemos a doença. O vírus está circulando e ainda com muita força. Não é o momento de nenhum descuido.

Na segunda-feira, em live para divulgação de dados a respeito da covid-19 me manifestei pela necessidade de manutenção de cuidados. E vou repetir sempre que tiver oportunidade, porque este é o caminho para derrotarmos o coronavírus. É preciso que cada um de nós mante­nha postura responsável. A quarentena não acabou. A permanência na fase amarela e o avanço para a fase verde dependem do desempenho da nossa cidade no controle e no combate à pandemia. É um trabalho que ninguém pode fazer por nós e cabe a cada um a responsabilidade de ajudar a preservar a saúde e a vida das pessoas.

É preciso ter a consciência que cada um pode contagiar e ser contagiado pelo vírus. Basta se descuidar dos hábitos básicos, que se tornaram obrigatórios, para que o vírus se instale de forma moderada ou de forma mais agressiva e que exige atendimento médico e hospita­lar. Assim, é imprescindível a boa higiene das mãos, o uso de máscaras, o distanciamento social, a não aglomeração, etc. Com todos os cuidados ainda há riscos de toda ordem. Os casos de contágio continuam, o que comprova a circulação do vírus. Tenho certeza, no entanto, que vamos reduzir a circulação e o número de casos positivos.

O poder público vai seguir com o trabalho de buscar e aplicar recursos para garantir o atendimento médico, o número de leitos e o tratamento. Caberá às pessoas a responsabilidade de atuar para diminuir o contágio e, como consequência, o número de doentes, porque cada vez que uma pessoa sai de casa sem real necessidade, cada vez que faz parte de uma aglomeração sem necessidade, ela é responsável por duas ou três pessoas contaminadas.

Essa mesma pessoa é responsável por aquele médico, enfermeira, ou qualquer outro profissional de saúde que está sobrecarregado no hospital, tentando salvar vidas. E também pelo desemprego de um pai ou mãe de família que perdeu seu sustento porque essa atitude pode levar ao retrocesso de fase e a redução da atividade econômica. Por isso venho novamente pedir: não saia de casa sem necessidade, evite aglomerações. A guerra contra o coronavírus continua, sem nenhuma trégua.

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