Economia será retomada em 4 etapas

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FERNANDO GONZAGA/CCS

Nesta quinta-feira, 22 de maio, o prefeito Duarte No­gueira Júnior (PSDB) apre­sentou ao governo estadual a proposta do plano de retoma­da das atividades econômicas em Ribeirão Preto. De acordo com o tucano, o Estado solici­tou uma proposta de retomada para analisar e avaliar a viabili­dade de sua implantação.

O cronograma prevê a volta à normalidade em quatro eta­pas, entre 1º de junho e 13 de julho. Porém, tudo depende do governador João Doria (PSDB) – ele pode prorrogar a quaren­tena imposta pelos decretos de isolamento social. A flexibiliza­ção de algumas atividades está prevista para 31 de maio.

“Nossa região tem sido pre­vidente em tomar as medidas antecipadamente, no início da pandemia, e, por isso, nos en­contramos em uma situação menos desconfortável em com­paração à capital. Dispomos de testes, laboratórios, leitos de UTI (Unidade de Terapia In­tensiva) e de enfermaria dispo­níveis, sem colapsar o sistema de saúde, portanto, em uma si­tuação segura neste momento”, disse o chefe do Executivo nesta quinta-feira, 21 de maio.

Ele estava acompanhado do presidente do Conselho de Contingência para o Enfren­tamento da Covid-19 e atual secretário municipal da Saúde, Sandro Scarpelini. Responsável pela interlocução com a re­gião, o secretário Estadual de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira, informou que os dados apresentados se­rão analisados e encaminha­dos ao governador João Doria (PSDB), que deverá se pro­nunciar nas próximas semanas para discutir o planejamento.

O objetivo é reduzir vas me­didas de isolamento e dar início à retomada das atividades dos setores da economia. “As infor­mações colhidas na reunião se­rão apresentadas ao governador no dia 25 de maio, segunda-fei­ra, durante a reunião do Con­selho Municipalista”, informa Gustavo Junqueira. De acordo com o planejamento da admi­nistração municipal, a retomada da economia local está prevista para acontecer a partir de 1º de junho, desde que o governo do Estado permita.

A reabertura gradual de esta­belecimentos do comércio e do setor de serviços está dividida em quatro etapas e será reali­zada de acordo com índices de controle que serão avaliados de 14 em 14 dias. Esta avaliação possibilitará definir se o plano de retomada será implantado ou se uma nova quarentena será determinada pelo governo pau­lista. A cada 14 dias, período que dura a incubação, transmissão e cura do novo coronavírus, o Comitê Técnico de Contingen­ciamento analisará os índices de crescimento da doença, número de contaminados, quantidade de casos de síndrome respira­tória aguda grave (Srag), óbitos, ocupação dos leitos hospitala­res, estoque de equipamentos de proteção individual (EPIs), número de testes disponíveis e rastreamento.

A partir destas informações, será feito um cálculo em que a média entre novos casos de co­vid-19 e o índice de crescimen­to da doença nos últimos 30 dias deverá ser menor ou igual a 12% ou 15% da média dos 14 dias anteriores. Também, nesta avaliação, a taxa de ocupação do número de leitos de UTIs reservados para o tratamento da doença deve ser de, no máximo, 60%; o número de mortes nos últimos três dias da data avaliada deve ser menor ou igual a 5% a cada um milhão de habitantes e, além disso, os estoques de EPIs e insumos básicos devem estar abastecidos para atender as uni­dades de saúde durante 30 dias.

Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) informando que com­preende a as medidas anun­ciadas pelo prefeito, mas res­salta que o sistema de vendas “take out” (pegue e leve), com a retirada de produtos nas lo­jas por pedestres, deve ser im­plantado de imediato em todo o comércio, não apenas no se­tor de alimentação.

É um compromisso da asso­ciação que comerciantes e fun­cionários trabalhem tomando o máximo de cuidado, inclusive com a utilização de máscaras, para que não haja retroces­so neste processo. Para isso, a Acirp, junto outras entidades, está disposta a ajudar a cons­truir protocolos com soluções técnicas para trabalhar com se­gurança. A associação também se compromete a continuar aju­dando a divulgar procedimentos e processos para que as empresas auxiliem no combate à covid-19.

O cronograma de volta da economia
De acordo com o planejamento, até o dia 31 de maio permanecerão em vigor as regras dos decre­tos estaduais, ou seja, funcionamento dos serviços essenciais, de saúde, alimentação, abastecimento, segurança, comunicação social, “drive thru” e “delivery”, instituições financeiras, manutenção e conserto, indústrias e serviços internos sem atendimento presencial.

Estão neste grupo serviços considerados essenciais como supermercados, padarias, açou­gues, bares, lanchonetes e restaurantes (desde que não haja consumo no local), farmácias, drogarias, bancos (seguindo as regras de distanciamento e higienização), postos de combustíveis, serviços de limpeza, segurança, transporte (ônibus, táxis e aplicativos) e abastecimento.

Já a partir do dia 1º de junho terá início a pri­meira etapa de retomada, que mantém os setores anteriores e inclui higiene e cuidados pessoais (clínicas de estética, clínicas de podologia, bar­beiros, cabeleireiros e similares), além de oficinas de costura e lojas de aviamento e similares (para venda exclusiva de tecidos).

Na segunda etapa, planejada para 15 de junho, acrescentam-se os estabelecimentos comerciais e de serviços com área de venda igual ou infe­rior a 800 metros quadrados, inclusive os quatro shoppings centers, obedecendo aos protocolos e regras específicas. Na terceira fase do plano, no dia 29 de junho, as escolas retornam às aulas.

Por fim, a partir de 13 de julho, após a ava­liação dos indicadores e com todas as etapas concluídas sem prejuízo à saúde, será permitido o funcionamento de feiras, academias, museus, bibliotecas, praças e outros locais públicos para a prática de esportes e atividades lúdicas.

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