Efeito cascata – Combustíveis vão subir nas bombas

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ALFREDO RISK/ARQUIVO TRIBUNA

A Central de Monitora­mento do Núcleo Postos Ribei­rão Preto – iniciativa que reú­ne 85 postos de combustíveis da cidade, o equivalente a 50% do mercado local – enviou comunicado à imprensa in­formando que, nos próximos dias, poderá ocorrer um novo aumento no preço do etanol, da gasolina e do óleo diesel nas bombas, afetando o orçamento do consumidor final.

O grupo, que faz parte do Programa Empreender da As­sociação Comercial e Indus­trial de Ribeirão Preto (Acirp), ressalta que os preços dos com­bustíveis foram reajustados nas unidades produtoras e o aumento está sendo repassa­do às distribuidoras, gerando um efeito cascata que atinge revendedores e o consumidor. Segundo a central, o impacto nas bombas será semelhante ao valor praticado pelos interme­diários aos donos de postos.

O novo valor deverá ser im­plantado com a renovação dos estoques. Nesta semana, o pre­ço do etanol já subiu cerca de R$ 0,10 em Ribeirão Preto. Nos postos bandeirados saltou de R$ 2,80 (R$ 2,799), em média, para R$ 2,90 (R$ 2,899), reajus­te de 3,6%. Nos sem-bandeira, passou de R$ 2,60 (R$ 2,597) para R$ 2,70 (R$ 2,697), em média, alta de 3,8%.

A Petrobras anunciou na terça-feira, 19 de novembro, alta de 2,77% (ou R$ 0,05) no preço médio do litro da gasolina sem tributo nas refinarias – acumula alta de 8,77% nas refinarias da estatal desde meados de setem­bro, quando subiu 3,5% e 2,5% em datas diferentes. Com a mu­dança, o valor foi para R$ 1,855. A petrolífera também reajustou em 1,18% (ou R$ 0,026) o preço médio do litro do óleo diesel nas produtoras. A alteração elevou o valor para R$ 2,229.

O preço do etanol registrou a nona alta seguida nas usinas paulistas desde meados de se­tembro, segundo dados divul­gados na semana passada, no dia 14 de novembro, pelo Cen­tro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricul­tura Luiz de Queiroz (Esalq) – vinculada à Universidade de São Paulo (USP). O último levantamento mostra que o litro do hidratado aumentou 0,21% na semana passada, de R$ 1,8745 para R$ 1,8784.

O produto acumula elevação de 10,41% em menos de dois meses. A tendência é a mesma em relação ao preço do anidro – adicionado à gasolina em até 27% –, com elevação de 0,11%, de R$ 2,0833 para R$ 2,0855. Em menos de 60 dias, a correção chega a 12,40%. Na maioria dos mais de 150 postos bandeirados da cidade, o preço do litro do etanol já custa, em média, R$ 2,90 (R$ 2,899) – há estabele­cimentos que vendem o álcool por R$ 2,75 (R$ 2,749).

Nos sem-bandeira, é ven­dido em média por R$ 2,75 (R$ 2,749), mas há locais onde o hidratado custa R$ 2,70 (R$ 2,699) e até R$ 2,80 (R$ 2,779). O consumidor deve pesquisar porque há locais que oferecem desconto para quem pagar em dinheiro. Nos postos franquea­dos de Ribeirão Preto, o litro da gasolina é vendido, em média, por R$ 4,40 (R$ 4,399), mas é possível encontrar o produto por R$ 4,31 (R$ 4,309).

Nos independentes, o deri­vado de petróleo custa R$ 4,35 (R$ 4,349), mas alguns revende­dores cobram menos, entre R$ 3,96 (R$ 3,959), R$ 4 (R$ 3,999) e R$ 4,20 (R$ 4,199). O consu­midor deve pesquisar porque também há desconto no deriva­do de petróleo para pagamento em dinheiro. Nas bombas, o diesel varia entre R$ 3,39 (R$ 3,389) e R$ 3,50 (R$ 3,499) nos revendedores de bandeira bran­ca e entre R$ 3,70 (R$ 3,699), R$ 3,77 (R$ 3,769) e R$ 3,80 (R$ 3,799) nos de rede.

Segundo o mais recente levantamento da Agência Na­cional do Petróleo, Gás e Bio­combustíveis (ANP), realizado entre os dias 10 e 16 de novem­bro, em 108 cidades paulistas, o preço médio do etanol em Ribeirão Preto é de R$ 2,743, sem alteração em relação ao praticado até dia 9. O da gaso­lina é de R$ 4,288, alta de 1,3% em relação ao cobrado no pe­ríodo anterior, de R$ 4,233, acréscimo de R$ 0,055. O litro do diesel também ficou estável, permanecendo em R$ 3,583.

Considerando os valo­res médios da agência, de R$ 2,743 para o álcool e R$ 4,288 para a gasolina, ainda é mais vantajoso abastecer com eta­nol, já que a paridade está em 63,9% – deixa de ser vantagem encher o tanque com o deriva­do da cana-de-açúcar quando a relação chega a 70%. Com base nas médias dos postos bandeirados (R$ 2,90 para o etanol e R$ 4,40 para a gasoli­na) e sem-bandeira da cidade (R$ 2,75 para o álcool e R$ 4,35 para o derivado de petróleo), a paridade está entre 65,9% e 63,2%, respectivamente.

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