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7 de julho de 2022 | 14:25
Jornal Tribuna Ribeirão
MARCELO CAMARGO/AG.BR

Emprego temporário deve avançar até 15%

O relaxamento das restri­ções em relação à pandemia de covid-19 e a retomada econô­mica têm surtido efeito tam­bém nas contratações tempo­rárias. Após os picos de ofertas de vagas durante os anos de 2020 e 2021, a Associação Bra­sileira de Trabalho Temporário prevê que, a partir de agora, as contratações temporárias de­vem acontecer de forma mais harmônica, com prazos mais longos, acima de 90 dias.

“O cenário de incertezas gerado pela pandemia afetou de forma contundente as em­presas, que nos últimos dois anos se apoiaram no Trabalho Temporário para atenderem suas demandas. Agora, com o relaxamento e por não preci­sarem mais agir com medo ou por impulso as empresas segu­raram as contratações”, expli­ca o presidente da Asserttem, Marcos de Abreu.

Porém, isso não significa que o ritmo de contratações de temporários irá diminuir. Pelo contrário. A Asserttem prevê um aumento de 15% nas contratações dos meses de abril, maio e junho em relação ao mesmo período de 2021, quando foram abertas 552.609 vagas temporárias.

“Esperamos abrir cerca de 635 mil vagas temporá­rias neste segundo trimestre”, afirma Abreu. “Além disso, em nosso radar, consta uma nova repetição do que acon­teceu em 2020, com o terceiro trimestre puxando as contra­tações do ano, com destaque para os setores da Indústria, do Agronegócio e Serviços à pessoa física”, completa.

Assim, com as expectativas positivas, a modalidade segue como uma excelente oportuni­dade para os trabalhadores que estão desempregados e que buscam por uma efetivação, pois trata-se de um trabalho formal que lhes garante todos os direitos trabalhistas como décimo terceiro salário, férias e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Primeiro trimestre
Durante os meses de ja­neiro, fevereiro e março, a modalidade do trabalho temporário – prevista nos termos da lei federal núme­ro 6.019/74 e do decreto nº 10.854/2021 – gerou 774.660 vagas. “Um resultado exce­lente e 10,6% maior do que a Asserttem previa”, frisa o pre­sidente da associação.

Segundo ele, o trabalho temporário cresce mês a mês porque equaciona três cenários para as empresas: a incerteza quanto ao tempo que será necessário manter a contratação; a emergência, porque é uma forma rápida e eficaz de contratar pessoal e assim não perder a oportuni­dade de atender as demandas do mercado; e a flexibilidade no prazo contratual.

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