Enem – Abstenção no estado de SP chega a 23,7%

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MARCELLO CASAL JR./AG.BR.

Cerca de 3,9 milhões de pes­soas fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no último domingo, 3 de novem­bro. Os cerca de 1,2 milhão de faltosos representam 23% do total de 5,1 milhões de inscri­tos. Ao todo, 376 pessoas foram eliminadas por descumprirem as regras do exame. Os dados foram divulgados pelo Ministé­rio da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

“Deu tudo certo, foi tudo perfeito, funcionou tudo bem. Tivemos a mais baixa abstenção da história”, avaliou o ministro da Educação, Abraham Wein­traub. A taxa é mais baixa que a de faltas no primeiro dia de prova do ano passado, quando 24,9% dos inscritos não compa­receram ao exame. O índice to­tal de abstenções no Enem 2019 será fechado apenas após o se­gundo dia de aplicação, no pró­ximo domingo (10). Quem não fez a prova neste domingo ainda poderá comparecer ao segundo e último dia do exame.

No estado de São Paulo, a abstenção no último domingo foi de 23,7%. O percentual de ausências corresponde a 193.532 pessoas que não fizeram as pro­vas. O índice é menor que o ba­lanço final de 2018, quando foi registrada ausência de 26,7% dos candidatos inscritos. Os dados são maiores que a mé­dia nacional de ausências no primeiro domingo deste ano, que ficou em 23%. Em todo o estado, 816.016 candidatos se inscreveram para fazer a pro­va. Deste total, 622.484 com­pareceram aos locais de provas, sendo um total de 76,3% de can­didatos presentes.

Ribeirão Preto, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, ti­nha 15.432 inscritos, 1,9% do total estadual. A quantidade de estu­dantes que prestariam o exame em Ribeirão Preto é 7,6% inferior à do ano passado, de aproximada­mente 16,7 mil alunos.O ministro avaliou o número de eliminados como baixo. Neste ano, o Enem passou a ter uma nova regra, can­didatos cujos aparelhos eletrôni­cos que emitissem qualquer som, mesmo dentro do envelope porta­-objetos seriam eliminados.

Vazamento da prova
Uma foto da prova de redação do Enem vazou nas redes sociais. Segundo Weintraub, as investiga­ções, a cargo da Polícia Federal, indicam que a foto foi tirada por um aplicador de prova. O minis­tro explicou que a suspeita é de que tenha sido um aplicador e se deve ao fato de que aparecem na imagem três provas de pessoas que faltaram ao exame e apenas aplicadores têm acesso ao cader­no de provas de candidatos fal­tosos. A identificação é possível devido ao código de cada prova. “Houve a tentativa de macular, de colocar em xeque o Enem, ele foi um péssimo profissional, péssima pessoa ao fazer isso, mexe com a vida de 5 milhões de pessoas”, disse o ministro.

Segundo o presidente do Inep, Alexandre Lopes, ao contrário dos participantes, que são eliminados se os celulares estiverem fora do envelope porta-objetos, os aplica­dores podem portar os aparelhos. “Porque eles entram em contato com os coordenadores para re­portar problemas ou pedir orien­tações”, explicou Lopes. No entan­to, no momento de abertura dos malotes e distribuição das provas, os aplicadores são orientados a não portarem celulares. Segundo o ministro da Educação, apesar de a imagem ser verdadeira, o va­zamento não causou prejuízo aos participantes, uma vez que a ima­gem foi divulgada após o início da aplicação: “O impacto foi zero”.

O ministro defendeu uma punição severa ao culpado por di­vulgar a imagem: “O que a gente vai tentar fazer é escangalhar ao máximo a vida dele. Eu sou a fa­vor sempre de que pessoa que é um transgressor pague o preço da transgressão dela”, disse. “A gente vai atrás de absolutamente tudo que puder fazer para essa pessoa pagar pela má-fé dela, pela falsidade, pela traição que ela cometeu. Absolutamente tudo. Se der para ser criminal, criminal, cível, absolutamente tudo que a gente puder fazer para essa pessoa realmente se arrepen­der amargamente de um dia ter vindo ao mundo”, complementou.

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