Escolas começam a receber câmeras

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ALEXANDRE DE AZEVEDO/CCS

A prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria da Educação, iniciou a instala­ção de câmeras de vigilância em todas as escolas da rede municipal de ensino. No to­tal, serão instalados dois mil equipamentos e mais de 500 alarmes, em 127 prédios. En­tre eles, estão as 108 unidades escolares, as 13 novas que es­tão em execução, as adminis­trativas da pasta e da Guarda Civil Metropolitana (GCM), onde funcionará uma central de monitoramento.

Com imagem em Full HD, os equipamentos também cap­tam áudio, filmam no escuro e contam com sensores de mo­vimento. Estes sensores serão programados para ativar fora dos horários de aula e, assim, acionar uma empresa terceiri­zada que ficará responsável por realizar o primeiro atendimen­to em até 15 minutos. A direto­ria de cada escola contará com um monitor para acompanhar as imagens, enquanto será ins­talada uma central de monito­ramento nas sedes da Secreta­ria da Educação e da GCM.

Via pregão eletrônico, a empresa Sodalita Informática e Telecomunicação foi licitada por R$ 4.794.154,50, uma eco­nomia de 28,75% frente aos R$ 6.729.489,10 estimados inicial­mente. Serão instaladas câme­ras do tipo dome, 360 graus e câmeras com leitura de pla­cas, além de três servidores na Coderp, onde ficarão ar­mazenadas as imagens e se­rão processados os inciden­tes. Vinte escolas já estão em processo de instalação, com uma média de 16 câmeras e quatro alarmes em cada.

“A instalação das câmeras em todas as escolas municipais representa um importante in­vestimento em segurança para nossos alunos e profissionais. No ano passado, iniciamos uma ação integrada com a GCM e a Polícia Militar, coor­denada pelo Grupo Especial de Atuação de Educação (Geduc) do Ministério Público. Só essa ação permitiu uma redução de quase 70% nos registros de furtos nas escolas comparan­do o primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2019”, afirma o secretário da Educação, Felipe Elias Miguel.

Em 2020, de janeiro até o dia 30 de junho, foram regis­tradas dez ocorrências. No ano anterior, foram 32, enquan­to 2018 registrou 49 casos e, 2017, 47. “Identificamos as es­colas com maior ocorrência, as áreas, os horários e novas rondas foram mobilizadas de acordo com este levantamento. Também fizemos importantes reformas nas escolas com o objetivo de eliminar os pontos com maior incidência de fur­tos, não deixando mais cabos expostos e pontos de entrada de energia. Com a instalação das câmeras, pretendemos di­minuir tanto quanto for pos­sível qualquer ação que possa degradar nossas escolas”, con­clui Miguel.