Estado registra 25,1 mil mortes por covid

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O estado de São Paulo re­gistrou mais 37 mortes por co­vid-19 em 24 horas – menos de duas a cada 60 minutos – e o número de óbitos em decorrên­cia da infecção por Sars-CoV-2 nas 645 cidades paulistas saltou para 25.151 nesta segunda-fei­ra, 10 de agosto, aumento de apenas 0,15% em relação aos 25.114 falecimentos computa­dos até domingo (9).

O recorde de novos óbitos em apenas um dia pertence a 23 de junho, de 434 vítimas fatais do Sars-CoV-2. O governo es­tadual também anunciou mais 1.289 novos casos de coronaví­rus em 24 horas. O número de pessoas infectadas pelo novo ví­rus passou de 628 mil, saltando de 627.126 para 628.415 nesta segunda-feira, aumento de 0,2%.

No dia 4, foram anunciados mais 15.371 contágios. Entre 24 e 25 de julho, São Paulo re­gistrou mais 16.263 pessoas in­fectadas pelo coronavírus. Foi a maior quantidade de infecções em um único dia depois do recorde do dia 22 de julho, de 16.777 novos casos. Porém, o governo paulista atribui o nú­mero elevado à falha no sistema oficial de notificação de casos leves de covid-19, o e-SUS No­tifica do Ministério da Saúde.

Em 19 de junho, chegou a contabilizar mais de 19 mil in­fecções em um único dia. Diz que foi resultado de acúmulo por causa de um problema no sistema de contabilização do Ministério da Saúde – no dia 28 de julho os dados não foram divulgados por causa dessa su­posta falha, que o governo fe­deral desconhece.

O baixo número de óbitos e casos divulgados ontem, no entanto, também pode ser re­flexo da retidão de dados que ocorre sempre aos finais de se­mana, aos sábados, domingos e segundas-feiras. Neste período, os laboratórios e órgãos públi­cos fecham – e se refletem nos dados de segunda-feira, que são sempre mais baixos do que no restante da semana.

Segundo o secretário esta­dual de Saúde, Jean Carlo Go­rinchteyn, houve um aumento de 5% no número de óbitos na última semana em relação ao período anterior. “Isso é resul­tado da maior taxa de interna­ções que aconteceu há duas se­manas”, afirma. De acordo com ele, o número de internações caiu 7% no interior e 6% na ca­pital na mesma comparação, o que deverá ter resultado na di­minuição do número de óbitos em uma ou duas semanas.

Entre os pacientes diagnos­ticados com a doença, 426.856 pessoas estão recuperadas (67,9% do total de 628.415). O número contabiliza 77.237 que estiveram internados, foram curados e receberam alta hospi­talar (18,1%). Os demais 349.619 tiveram diagnóstico positivo da doença, mas não precisaram de internação por apresentar qua­dros leves (81,9%).

A taxa de letalidade segue em 4%. É o patamar mais baixo desde o início da pandemia – no começo de maio, chegou a 8,6%. Das 645 cidades paulistas, 641 têm pelo menos uma pessoa in­fectada pelo novo coronavírus (99,4%). Destas, 492 registraram um ou mais óbitos (76,3%).

O número de pacientes in­ternados é de 12.513, sendo 7.086 em enfermaria (56,6%) e 5.427 em unidades de terapia intensiva (43,4%). As taxas de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) são de 57,6% na Grande São Paulo (estava em 58,1% no dia ante­rior) e 59,1% no estado (estava em 59,8% no domingo).

Entre as vítimas fatais estão 14.505 homens (57,7%) e 10.646 mulheres (42,3%). Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 75,3% das mortes. Observando faixas etárias, no­ta-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (6.295), segui­da pelas faixas de 60 a 69 anos (5.851) e 80 e 89 anos (5.098). Entre as demais faixas estão os: menores de 10 anos (36), 10 a 19 anos (44), 20 a 29 anos (203), 30 a 39 anos (778), 40 a 49 anos (1.699), 50 a 59 anos (3.459) e maiores de 90 anos (1.688).

Entre as pessoas que já tive­ram confirmação para o novo coronavírus estão 292.992 ho­mens (46,6%) e 329.490 mu­lheres (52,4%). Não consta informação de sexo para 5.933 casos (1%). A faixa etária que mais concentra casos é a de 30 a 39 anos (150.642), seguida pela faixa de 40 a 49 (133.817). As demais faixas são: meno­res de 10 anos (13.510), 10 a 19 (26.061), 20 a 29 (101.839), 50 a 59 (95.773), 60 a 69 (57.802), 70 a 79 (29.804), 80 a 89 (14.829) e maiores de 90 (3.973). Não consta faixa etária para outros 365 casos.

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