Estiagem: RP chega a 100 dias sem chuva

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ALFREDO RISK

Ribeirão Preto voltou a re­gistrar temperatura acima de 30 graus Celsius nesta terça­-feira, 15 de setembro, apesar de a temperatura ter ficado abaixo da média dos últimos dias, quando estava na casa dos 35ºC. Por volta das 13 horas de ontem, os termômetros marca­vam 33ºC, com umidade relati­va do ar em 20%.

Nesta quarta-feira (16), Ri­beirão Preto completa 100 dias sem chuva. Ontem, o calorão deu uma trégua por causa de uma frente fria se formou no oceano e levou nuvens para o litoral, melhorando a qualida­de do ar. Com a mudança de direção dos ventos, a umidade também aumentou.

A primavera começa no dia 22 e este já é um dos invernos mais secos em Ribeirão Preto. A média de chuva na cidade du­rante a estação é de 65 milíme­tros, e até agora choveu menos de quatro milímetros. A previ­são é que a água venha entre do­mingo (20) e quarta-feira (23), com volume de 14 mm em dois dias. Em toda a região, deve ficar entre 20 mm e 40 mm.

Na tarde da última quinta­-feira (10), a cidade registrou 38ºC, a temperatura mais ele­vada do ano, registrada em ple­no inverno. O jeito foi apelar para água e sorvete, além de ventiladores e ambientes com ar-condicionado. De acordo com o site Climatempo, a mí­nima de ontem foi de 18ºC, na madrugada, e a máxima che­gou a 34ºC à tarde.

A umidade oscilou entre 18% e 57%. De acordo com o site especializado em meteo­rologia, a mínima nesta quar­ta-feira (16) será de 19ºC e a máxima, de 34ºC, com zero milímetro de chuva e umidade entre 17% e 55%. Para quin­ta-feira (17), o Climatempo prevê mais calor e seca, com a temperatura entre 20º e 37ºC sem possibilidade de chuva e a umidade relativa do ar osci­lando entre 13% e 34%, depen­dendo do horário.

No sábado (19), segundo o site Climatempo, os termô­metros vão marcar entre 21º e 36ºC, com a umidade do ar variando de 16% a 45%, mas a possibilidade de chuva é de 90%. O volume deve ser de cinco milímetros. Porém, a água deve chegar no domin­go (20), quando a vai oscilar entre 19ºC e 28ºC, com 90% de possibilidade de chuva (oito milímetros) e umidade entre 36% e 74%.

Na segunda-feira (21), deve chover mais cinco milímetros (90% de chance), com os ter­mômetros marcando entre 16ºC e 31ºC e a umidade entre 33% e 87%. A terça-feira (22) será o último dia de chuva, com 83% de possibilidade e vo­lume de dois milímetros.

A temperatura vai oscilar entre 19ºC e 34ºC e a umidade, entre 27% e 74%. Diante dos dias mais quentes registrados desde o início do mês, a De­fesa Civil Estadual emitiu um alerta de risco de temperaturas elevadas, baixa umidade rela­tiva do ar e sensação de calor intenso no estado de São Paulo durante esta semana.

A umidade relativa do ar ideal é de 60%, segundo a Organização Mundial de Saú­de (OMS). Abaixo de 30% o município entra em estado de atenção e quando o índice é inferior a 20% a situação é de alerta. Abaixo de 12% já é considerado um caso de emergência.

“Esse calor é decorrente dos ventos que sopram do in­terior do continente somados à presença do Sol e ausência de nuvens. A umidade relativa do ar também pode ficar abai­xo de 15% no período vesper­tino em praticamente todas as regiões do estado”, diz a Defe­sa Civil, em nota.

A primavera vai começar no próximo dia 22 e as médias de temperatura registradas em setembro são realmente mais altas se comparadas aos outros meses anteriores do inverno. Além das recomendações para distanciamento social e uso de máscara por causa da pan­demia de covid-19, a Defesa Civil também recomenda que as pessoas evitem exercícios físicos ao ar livre nos períodos mais quentes.

A Lagoa do Saibro, na Zona Leste de Ribeirão Preto, área de recarga do Aquífero Guarani, secou com a onda de calor que atinge todo o interior paulista. O local é área de recarga do Aquí­fero Guarani, reservatório sub­terrâneo de água com 1,2 mi­lhão de quilômetros quadrados de extensão e que se estende por sete estados do Brasil, Argenti­na, Uruguai e Paraguai, e serve de “termômetro” para avaliar a seca que assola a cidade.

Em Ribeirão Preto, muni­cípio que mais usa o manan­cial – todo o abastecimento da população é feito via 116 poços artesianos do Departamento de Água e Esgotos (Daerp) –, segundo o Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema), o reservatório sofre rebaixamento de um metro de profundidade por ano e, nas últimas décadas, o nível da re­serva caiu 72 metros.

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