A safra da cana-de-açú­car deste ano já começou no Centro-Sul e o preço do eta­nol registrou nova queda nas usinas paulistas, segundo o Centro de Pesquisas Econô­micas (Cepea) da Escola Su­perior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) – vinculada à Universidade de São Paulo (USP). Depois de acumular alta superior a 21% nos úl­timos 45 dias, nesta semana o valor cobrado pelo litro do produto recuou 4,57%, de R$ 1,8532 para R$ 1,7686.

Em 15 dias, o derivado da cana-de-açúcar acumula queda de 5,44%. Havia subi­do 3,74% no dia 8 de feverei­ro, disparou 7,09% no dia 15, voltou a subir 6,36% no dia 22, no dia 1º de março sofreu reajuste de 3,68%, no dia 8 aumentou 0,18% e, no dia 15, caiu 0,87%. Segundo o estu­do realizado entre 16 e 22 de março, o anidro – adiciona­do à gasolina em 25% – caiu 1,43%, de R$ 1,8861 para R$ 1,8591.

Na semana passada a que­da foi de 1,76% – nos quatro levantamentos anteriores, havia subido 1,58% (dia 8 de março), 0,63% (dia 1º), 6,80% (em 22 de fevereiro) e 3,59% (dia 15). Desde terça-feira (19), segundo a Petrobras, o litro da gasolina sem tributo e sem mistura nas refinarias está 0,5% mais caro. Saltou para R$ 1,8326. Pouco mais de um mês, o derivado de petróleo aumentou 14% nas unidades produtoras. A es­tatal anunciou alta de 1,48% no preço do diesel, para R$ 2,1432, a partir de ontem.

Segundo o último levan­tamento da Agência Nacio­nal de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reali­zado entre os dias 17 e 23 de março, em 108 cidades paulis­tas, a gasolina ribeirão-preta­na custa, em média, R$ 4,227, alta de 2% em relação ao va­lor cobrado até dia 16, de R$ 4,142, aporte de R$ 0,085. A reguladora também constatou aumento de 2,2% no litro do etanol, que saltou de R$ 2,792 para R$ 2,855 no mesmo pe­ríodo, acréscimo de R$ 0,063.

O óleo diesel também ficou 5,4% mais caro, variando de R$ 3,346 para R$ 3,528, apor­te de R$ 0,182. Considerando os valores médios da ANP, de R$ 2,855 para o álcool e R$ 4,227 para a gasolina, ainda é mais vantajoso abastecer com álcool, já que a paridade está em 67,5% – deixa de ser van­tagem encher o tanque com o derivado da cana-de-açúcar a relação chega a 70%.

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