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7 de julho de 2022 | 13:11
Jornal Tribuna Ribeirão
Marcello Casal jr/Agência Brasil

Farmacêuticos apontam falta de remédios

Quase todos os farmacêu­ticos de São Paulo relatam falta de remédios nos estabe­lecimentos onde trabalham. Levantamento do Conselho Regional de Farmácia revela que 98,5% dos profissionais apontam falta de medicamen­tos nas redes privada e pública de farmácias e estabelecimen­tos de saúde do estado.

Foram ouvidos 1.152 far­macêuticos em todo o esta­do entre os dias 19 e 30 de maio. Dentre os profissio­nais, 82,8% atuam em estabe­lecimentos privados e 14,4% em unidades públicas ou em parceria com o sistema go­vernamental. Trabalham em outros modelos, como enti­dades filantrópicas, 2,8%.

Entre os que atuam na rede particular, 899 trabalham em farmácias e drogarias, sendo que 893 disseram enfrentar falta de produtos nas pratelei­ras. A grande maioria (98,3%) dos 118 profissionais que tra­balham em estabelecimentos vinculados diretamente ao Po­der Público também denun­ciou falta de remédios.

Os medicamentos mais em falta são os antimicrobia­nos, com relatos de escassez por 93,4% dos farmacêuticos. Os mucolíticos, para aliviar os sintomas de infecções respira­tórias, estão em segundo lugar, com 76,5% dos profissionais afirmando que há escassez desse tipo de produto.

Os anti-histamínicos, usa­dos para alergias, são remédios que faltam nos locais de traba­lho de 68,6% dos profissionais, e os analgésicos, em 60,6%. A maior razão para a falta dos medicamentos, segundo os profissionais, é a escassez no mercado, apontada como fa­tor por 933 dos entrevistados.

A alta inesperada da de­manda foi mencionada por 561 dos profissionais ouvidos. Uma parte dos participantes (459) citou ainda falhas dos fornecedores e 222 disseram que os preços estão acima do razoável. Segundo o Conselho Regional de Farmácia, a maior parte dos medicamentos em falta é integrada por formula­ções líquidas.

Isso afeta em especial os pacientes pediátricos, que têm mais facilidade de ingerir os medicamentos dessa forma. Ainda de acordo com a enti­dade, além das falhas logísticas que afetam diversas cadeias industriais em razão da pan­demia de covid-19, a guerra na Ucrânia e as fortes restrições de circulação para conter os surtos de coronavírus na Chi­na também prejudicam o abas­tecimento de remédios.

O governo federal for­malizou no Diário Oficial da União (DOU) de 1º de abril o aval para um reajuste de 10,89% nos preços dos me­dicamentos no país a partir de 31 de março. O percen­tual já havia sido divulgado pelo Sindicato dos Produtos da Indústria Farmacêutica (Sindusfarma) e é o segundo maior desde 2005, atrás ape­nas dos 12,5% de 2016.

Treze mil produtos
O menor é de 2018, de 2,84%. A definição da taxa de reajuste consta de resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão interministerial responsável pela regulação do segmento. Segundo o Sindus­farma, o aumento dos preços atinge cerca de 13 mil apresen­tações de remédios disponíveis no varejo brasileiro.

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