Debater e viabilizar meca­nismos que ampliem o con­trole interno e externo do po­der público de Ribeirão Preto, aumentando a transparência, eficiência dos gastos munici­pais e combate a irregularida­des. Esses são os propósitos do Fórum Municipal de Transpa­rência, que será realizado nos dias 25 e 26 de setembro com o tema “Três anos da Operação Sevandija: o que mudou em Ribeirão Preto”.

A iniciativa é do Comitê de Transparência, criado em junho deste ano, que agrega 15 entida­des representativas e grupos de estudo em Ribeirão Preto.

Serão três mesas de debates, realizadas no auditório da 12ª Subseção da Ordem dos Advo­gados do Brasil, na rua Cava­lheiro Torquato Rizzi nº 215, no Jardim Irajá, na Zona Sul.

Além dos impactos da Se­vandija, o fórum discutirá os benefícios locais de uma Con­troladoria Geral do Município e de um Conselho Municipal de Transparência e Controle Social. Também serão abor­dados o papel da sociedade organizada e da imprensa na prevenção de irregularidades.
O encerramento contará com a entrega das premiações do Prêmio Jornalístico Nicola Tornatore, promovido pelo Ins­tituto Ribeirão 2030, que valo­riza reportagens investigativas e de impacto social no município.

“O fórum será um ambien­te para pessoas que já debatem transparência trocarem e ex­porem suas ideias, e ao mesmo tempo um encontro que mos­trará para a população a real importância em seu dia a dia de entidades públicas transparen­tes”, explica Victor Gomes Jorge, cofundador da Nexos Gestão Pública e presidente do Comitê de Transparência. As palestras serão gratuitas e abertas ao pú­blico, restritas à lotação do es­paço. Serão abertas inscrições para garantia de vagas na se­gunda quinzena de setembro.

Três anos após a primeira fase da Sevandija, deflagrada em 1º de setembro de 2016, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organi­zado (Gaeco) informou que um total de R$ 192 milhões em bens foram bloqueados dos acusados de participação nas três diferentes frentes de corrupção atribuídas a agentes públicos na gestão da ex-pre­feita Dárcy Vera (2009-2016). Segundo números recém-di­vulgados pelo Ministério Pú­blico, o valor representa 75% dos contratos fraudados – que nas contas atuais do MPE so­mam R$ 256 milhões – e 88% do que chegou a sair dos cofres municipais, R$ 216 milhões.

O levantamento mais re­cente também projeta R$ 5 mi­lhões pagos em propina entre os envolvidos. Entre os acusa­dos estão a ex-prefeita Dárcy Vera (sem partiodo), afastada do cargo antes do término do mandato e condenada à pri­são. Ela está há mais de dois anos em Tremembé. Tam­bém foram acusados ex-ve­readores e ex-secretários mu­nicipais, além de advogados e representantes de empresas, do Departamento de Água e Esgoto (Daerp) e da Com­panhia de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Pre­to (Coderp). Todos negam a prática de crimes.

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