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Em uma temporada qua­se perfeita, Gabriel Medina conquistou o tricampeonato mundial de surfe ao ganhar do também brasileiro Filipe Tole­do na decisão do Rip Curl WSL Finals, nesta terça-feira, 14, em Trestles, na Califórnia (Estados Unidos). É o terceiro troféu do atleta de Maresias, que foi cam­peão em 2014 e 2018, e ajudou a manter o domínio brasileiro.

Nas últimas sete edições do Circuito Mundial de Surfe o Bra­sil conquistou cinco títulos. Anos atrás seria impensável essa hege­monia de um país que desbancou atletas da Austrália, Estados Unidos e Havaí (que compete como uma nação própria) nas competições in­ternacionais. Mas essa Tempestade Brasileira, apelido pelo qual ficou conhecida essa talentosa geração, está arrasando a modalidade.

O título coroa uma tempo­rada fantástica de Medina, que ao final das sete etapas anterio­res terminou na primeira colo­cação do ranking mundial com uma vantagem sobre o segundo colocado (Italo Ferreira) supe­rior aos 10 mil pontos, que em outros anos já lhe garantiria o título mundial por antecipação.

Na primeira etapa da tem­porada, em Pipeline, no Havaí, Medina ficou na segunda po­sição. Depois obteve um novo segundo lugar em Newcastle, na Austrália, e venceu a etapa seguinte em Narrabeen. Depois ficou em nono lugar na terceira etapa da perna autraliana, sua pior colocação no ano, e venceu novamente em Rottnest.

Na sexta etapa da tempo­rada, fez uma disputa incrível com FIlipe Toledo no Surf Ran­ch, a piscina de ondas criada por Kelly Slater, e ficou com o vice. Disputou os Jogos de Tóquio, que não contava pontos para o Circuito, e ficou sem medalha, na quarta posição. Mas depois voltou ao campeonato, no Mé­xico, ficou em quinto lugar em um evento que para ele serviu apenas para cumprir tabela, pois já tinha colocado uma van­tagem incrível no ranking.

E foi com esse favoritismo que Medina chegou ao WSL Finals e esperou a definição da chave masculina para ver quem seria seu adversário na final. Viu as eliminações em sequência de Morgan Cibilic (Austrália), Conner Coffin (Estados Unidos) e Italo Ferreira até se encontrar com Filipinho, com quem já tra­vou incríveis disputas nas ondas.

Na primeira bateria da final com Filipinho, Medina surfou melhor e ganhou por 16,30 a 15,70, ficando em vantagem na decisão. Na segunda bateria, Medina começou melhor, mas houve uma paralisação por cau­sa da presença de um tubarão perto da área de competição. No retorno, o surfista de Maresias manteve o foco e ganhou por 17,53 a 16,36, acertando um lin­do back flipe e sagrando-se tri­campeão mundial de surfe.

Vice de Tatiana
A brasileira Tatiana Wes­ton-Webb ficou com o vi­ce-campeonato mundial de surfe. Nesta terça-feira, 14, ela perdeu para a havaiana Caris­sa Moore na final do Rip Curl WSL Finals e ficou na segunda posição na praia de Trestles, na Califórnia (Estados Unidos).

O resultado de Tati iguala os feitos de outras brasileiras, como os vice-campeonatos mundiais de Silvana Lima (2008 e 2009) e Jacqueline Sil­va (2002). A derrota foi consi­derado normal porque Carissa era a favorita na prova. Ela é pentacampeã mundial e atual campeã olímpica, pois ganhou o ouro nos Jogos de Tóquio há pouco mais de um mês.