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Ribeirão Preto
7 de julho de 2022 | 13:23
Jornal Tribuna Ribeirão
ALFREDO RISK

Greve afeta 140 mil em RP

A greve dos cerca de 700 motoristas de ônibus ligados ao Consórcio PróUrbano – grupo concessionário do transporte coletivo de Ribeirão Preto, formado pelas empresas Transcorp (50%) e Rápido D’Oeste (50%) deixou cerca de 140 mil passageiros sem condução nesta terça-feira, 21 de junho.

Terminais de embarque e desembarque ficaram às moscas durante todo o dia. O jeito foi apelar para táxis, mototáxis e veículos do trans­porte individual por aplicativos. Porém, os preços de alguns serviços dispararam e a alta chegou a 100% em alguns casos envolvendo as plataformas digitais. Uma corrida que normalmente sai por R$ 15, na manhã de ontem custava R$ 30.

Dependendo da distância, os motoristas estavam cobrando até R$ 60 por uma viagem que normalmente custa R$ 40. Outro problema que o passageiro pode enfrentar futuramente envolve o preço da tarifa do transporte coletivo urbano de Ribeirão Preto.

Em 16 de fevereiro, o valor da passagem de ônibus foi reajustado em 19%. A tarifa do transporte coletivo urbano saltou de R$ 4,20 para R$ 5, acréscimo de R$ 0,80. O aumento foi praticado depois de três anos por causa de decisões judiciais que impediam a majoração.

No entanto, segundo consta no contrato de concessão, assinado por prefeitura de Ribeirão Preto e Consórcio PróUrbano em maio de 2012, a data da correção tarifária anual é 31 de julho. Ou seja, pode ser que um novo aumento seja anunciado ainda este ano “para man­ter o equilíbrio financeiro do setor”.

Em 4 de fevereiro, os 700 motoristas de ônibus e os demais funcio­nários das empresas que formam o consórcio receberam apenas 50% dos vencimentos referentes a janeiro. Por causa do atraso, trabalha­dores da Transcorp e Rápido D’Oeste promoveram uma “operação tartaruga” de duas horas no dia 7 e de 24 horas no dia 8 de fevereiro.

No final de maio do ano passado, os motoristas do transporte coleti­vo pararam por mais de uma semana devido ao atraso no pagamento do vale-refeição e do salário do mês. A greve terminou depois que a prefeitura conseguiu aprovar, na Câmara de Vereadores, o repasse de R$ 17 milhões para o Consórcio PróUrbano. O subsídio seria uma forma de mitigar o desequilíbrio financeiro do setor, provocado pela pandemia do coronavírus.

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