Jornal Tribuna Ribeirão

Há 60 anos era erguido o Muro de Berlim

FABRIZIO BENSCH/REUTERS

Ruas, praças e bairros di­vididos da noite para o dia. Famílias separadas. Amigos do outro lado da fronteira. Em 13 de agosto de 1961, a construção do Muro de Ber­lim, na Alemanha, surpre­endeu a população. O marco divisor entre Alemanha Oci­dental e Oriental foi mantido por 28 anos e se tornou sím­bolo da Guerra Fria.

De um lado, a República Federal da Alemanha, conhe­cida em português pela sigla RFA, que seguiu o plano de reconstrução do capitalismo norte-americano na Europa Ocidental. Do outro, a Re­pública Democrática Alemã, com a sigla RDA, sob influ­ência da União Soviética.

Durante o período pós­-Segunda Guerra Mundial, estima-se que 2,7 milhões de alemães deixaram o Leste da Alemanha por motivos po­líticos, econômicos e pesso­ais. Para impedir esse êxodo e reafirmar a soberania do governo do lado oriental, a RDA colocou em prática um plano ultrassecreto, chamado de Operação Rosa.

Parte do muro frente ao Portão de Brandemburgo em 1961.
Alemães em pé em cima do muro, em 1989, que começaria a ser destruído

Na madrugada de um domingo, as tropas da RDA fecharam a fronteira e deram início à construção de um muro. Os moradores acorda­ram com barreiras de arames farpados onde ainda não ha­via a estrutura de concreto. Pedestres não puderam mais transitar entre os dois lados. A circulação de transporte rodoviário e ferroviário tam­bém foi cortada.

Depois de pronto, o Muro de Berlim tinha mais de três metros e meio de altura e mais de 110 quilômetros de extensão. Toda a área era mo­nitorada por guardas, com ordem de atirar em quem tentasse furar o bloqueio.

De acordo com dados do Memorial do Muro de Ber­lim, desde a construção até a queda, em 1989, pelo menos 140 pessoas foram mortas no local. Além disso, 251 pesso­as morreram durante ou após os controles de travessia.

O que restou do muro hoje é um museu a céu aber­to. Ali é possível aprender mais sobre os conflitos que permearam a divisão do país e conhecer as histórias das ví­timas, assim como ter acesso a depoimentos de testemu­nhas oculares.

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