30.6 C
Ribeirão Preto
13 de agosto de 2022 | 15:40
Jornal Tribuna Ribeirão
DADO RUVIC/REUTERS
Destaque Saúde

HC atenderá casos graves de ‘varíola’

O governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira, 4 de agosto, o lançamento da Rede Emílio Ribas de Comba­te à Monkeypox (varíola dos macacos), que terá a coorde­nação integrada da Secretaria de Estado da Saúde e da pasta de Ciência, Pesquisa e Desen­volvimento em Saúde. O plano de enfrentamento inclui a defi­nição de 93 hospitais estaduais e de maternidades.

Estas instituições serão re­ferência e darão retaguarda para os casos mais graves com necessidade de internação de pacientes e leitos de isolamento ou unidades de terapia intensi­va. Também foram apresenta­das as ações para ampliação do diagnóstico, vigilância e capa­citação da rede de saúde públi­ca e privada.

HC de Ribeirão Preto
A rede de atendimento, além do Instituto de Infecto­logia Emílio Ribas, maior cen­tro de tratamento de doenças infectocontagiosas da Améri­ca Latina, serão referência os hospitais universitários, como os Hospitais das Clínicas das Faculdades de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) na capital e em Ribeirão Preto, além de hospitais gerais próprios do Estado.

Porta de entrada
A porta de entrada aos pa­cientes serão as Unidades Bá­sicas de Saúde (UBS), referên­cia para os casos leves, o que representa a grande maioria dos casos no Estado. Também haverá um protocolo especial para as gestantes. A partir do diagnóstico em mulher grávi­da, ela será acompanhada pe­los municípios e indicada para o parto em uma unidade de saúde de alto risco.

Varíola símia
Todas as maternidades deste tipo no Estado serão re­ferência para casos de varíola símia em gestantes. Nesses casos, a indicação e de acom­panhamento pelos municípios em pré-natal de alto risco e a indicação para o parto será de cesárea.

A rede também envolverá uma forte vigilância labora­torial e genômica da monke­ypox por laboratórios públicos e privados, sob o comando do Centro de Vigilância Epide­miológica (CVE) e do Instituto Adolfo Lutz, por meio de seu laboratório central na cidade de São Paulo e de suas 13 re­gionais localizadas no litoral e interior do Estado.

DNA
A rede também irá cre­denciar outros laboratórios do Estado para a realização de exames de PCR em tem­po real e RT-PCR para de­tecção do DNA do vírus. As secretarias estaduais também estão desenvolvendo pro­tocolos e linhas de cuidado para diagnóstico e assistência em diferentes especialidades.

As linhas de cuidados, que estão sendo formuladas com assessoria da Organiza­ção Pan-Americana de Saúde (Opas), serão disseminadas nas próximas semanas para to­dos os 645 municípios paulis­tas, por meio de “lives” e ações de capacitação.

Já foram realizadas pela Secretaria da Saúde três ações de capacitação e treinamento da rede, impactando cerca de três mil profissionais de saúde. Estas iniciativas se­rão intensificadas neste mês com a rede pública e privada e as operações a partir deste mês em parceria com os mu­nicípios. Além disso, nove informes técnicos já foram distribuídos na rede com orientações aos municípios.

Serviço 24h
O Centro de Vigilância Epidemiológica do Governo de São Paulo também já ins­talou um serviço 0800, com médicos plantonistas 24 ho­ras à disposição para orientar e esclarecer dúvidas dos pro­fissionais de saúde das redes pública e privada sobre diag­nóstico e manejo clínico dos pacientes infectados com o vírus da monkeypox.

Ribeirão Preto
Até esta quinta-feira, Ri­beirão Preto contabilizava sete casos de varíola dos macacos – já são nove na região metro­politana, os outros dois são de Sertãozinho. Até o momento, todos os pacientes apresentam quadro clínico sem sinais de agravamento da doença. Seis ainda seguem em monitora­mento. Eles foram mantidos em isolamento domiciliar e seus comunicantes permane­cem em monitoramento.

Homens jovens
São todos do sexo mascu­lino, adultos jovens. Apenas três dos sete infectados têm histórico de viagem, sinal de que a cidade já pode ter trans­missão comunitária do vírus hMPXV (sigla para Human Monkeypox Virus). Ou seja, quando não há mais como identificar o local onde a pes­soa foi infectada – indício de que o vírus já circula entre as pessoas da localidade.

São Paulo
O critério de confirmação dos casos foi laboratorial e to­dos os exames foram realiza­dos pelo Instituto Adolfo Lutz. Segundo o governo estadual, até o momento há 1.298 casos confirmados da doença em todo o estado, dos quais 1.058 estão na Região Metropolita­na de São Paulo. Pelo menos cinco são crianças de até cinco anos de idade e duas grávidas. Todos estão isolados, bem e sendo monitorados.

Mais notícias

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com