ALFREDO RISK

O secretário de Governo e vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, autorizou nes­ta terça-feira, 14 de setembro, repasse de R$ 30 milhões ex­tras para o Hospital das Clíni­cas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – vinculada à Universidade de São Paulo (FMRP/USP) – para apoiar no custeio da assistência ofertada na unidade, uma das princi­pais referências em alta com­plexidade localizadas no inte­rior do Estado.

“Estes recursos adicionais ao HC Ribeirão fazem parte do atendimento pós-covid-19. Vamos retomar a demanda reprimida de tratamentos e cirurgias e, para isso, estamos preparando todo o sistema de saúde”, afirma o vice-governa­dor. O crédito suplementar se soma a outros R$ 561 milhões já destinados pelo Estado à instituição neste ano.

O objetivo é ajudar no pro­cesso de retomada de outras frentes assistenciais com a re­dução da demanda de pacien­tes com covid-19. “Este recur­so certamente contribuirá para fortalecer a assistência à popula­ção da região de Ribeirão Preto com este importante hospital universitário localizado no inte­rior do nosso Estado”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

“O HC conta com profissio­nais e equipamentos de ponta, assegurando atendimento para casos de altíssima complexidade do nosso Estado”. Com a pan­demia, o HC atuou também como referência para casos graves do novo coronavírus e seguiu assistindo pacientes com outras patologias comple­xas, realizando atendimentos de urgência e emergência, am­bulatoriais, além de realizar cirurgias de alta complexida­de, incluindo transplantes.

Oferta ainda com hospi­tal-dia, exames de apoio diag­nóstico e reabilitação física, motora e sensório-motora. No total, o HC possui 915 lei­tos, incluindo 62 que seguem destinados à demanda de co­vid-19, somando 34 de Unida­de de Terapia Intensiva (UTI) e 28 de enfermaria.

Parte do valor deve ser di­recionado ao Hemocentro de Ribeirão Preto para melhorias de equipamentos, estrutura e custeio. O superintendente do HC, Benedito Carlos Maciel, diz que apesar de os recursos não serem para contratação de mão de obra, vão ajudar no custeio das despesas diante da retomada dos atendimentos de outras especialidades médi­cas. Há praticamente um ano e meio, a instituição se dedica a tratar pacientes em estado gra­ve com covid-19.

Durante o anúncio da libe­ração da verba, o vice-gover­nador disse que a contratação de novos servidores para o hospital será discutida ao lon­go dos próximos meses para que seja incluída na previsão orçamentária do governo do estado para 2022.

“Vamos dialogar sobre a necessidade de novos recursos humanos, mais funcionários, sejam concursados ou através das fundações de apoio, por­que o nosso objetivo é melho­rar o atendimento da saúde no pós-pandemia na região de Ri­beirão Preto.”

No total, o HC de Ribeirão Preto realizou 1.021.214 atendi­mentos, entre consultas, proce­dimentos médicos e atendimen­tos multidisciplinares em 2020, além de 2,93 milhões de exames laboratoriais e 390 mil exames especializados. Tem cerca de 180 mil m² de área construída.

O Hospital proporciona atenção à saúde para o tratamen­to de alta complexidade em nível terciário ambulatorial e hospita­lar, que compreende cuidados de prevenção, tratamento e reabilitação de natureza clí­nica e/ou cirúrgica, serviços complementares de diagnós­tico e tratamento nas mais di­versas especialidades médicas.

Esta assistência é prestada por equipe multiprofissio­nal que compreende médi­cos, pessoal de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fo­noaudiólogos, nutricionistas, assistentes sociais, dentre outras. A área de referência, denominada macrorregião de Ribeirão Preto, abrange os Departamentos Regionais de Saúde de Araraquara, Barre­tos, Franca e Ribeirão Preto, com uma população de cerca de 3,5 milhões de habitantes.

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto é referência em assistência de alta com­plexidade no interior paulista e na América Latina, além de atuar como hospital universi­tário, sendo centro formador de profissionais de saúde. Tem duas unidades na cidade, a de Emergência (UE, Centro) e a do Campus (Zona Oeste). Está sob a responsabilidade da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência (Faepa), organização social que admi­nistra a instituição de saúde.