Policiais Militares prenderam um homem de 53 anos acusado de fa­bricar cachaça no quarto da pensão em que mora. Ele foi detido no último domingo, 14 de janeiro, por corrupção ativa, na rua Álvares Cabral, na região central de Ribeirão Preto. Aparecido José Leandro de Souza foi abordado após atitude suspeita – ele deixava o quarto onde estava hospedado e ao avistar os policiais, recuou e trancou a porta -, provocando assim suspei­ção dos militares.

Ele foi avisado que deveria fran­quear o acesso. Ao entrarem no quarto, os PMs encontraram seis ga­lões com 50 litros de cachaça, grande quantidade de garrafas de vidro que seriam usadas para envasar a bebi­da ”fabricada” ali mesmo, corantes, etiquetas e vidros de outros tama­nhos para perfumes. A ”destilaria” foi adaptada em um cômodo de oito metros quadrados.

De acordo com o tenente PM Francisco Wohnrath, ”depois de ave­riguar que o material era ilegal, ele ofereceu R$ 500 aos policiais e ain­da disse que poderiam passar toda semana para pegar dinheiro. Após análise do material, poderão ser determinados outros crimes, como possível falsificação por uso de eti­queta de um alambique de Minas Gerais e de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), que deve ser falso”, concluiu.

O indiciado informou que vendia o produto por R$ 6 em bares da cida­de. Ele argumentou que está abrindo uma empresa. ”Estou tentando le­galizar a documentação para colo­car no mercado. É uma cachaça de muita qualidade e a marca Salinas Douradinha é minha, não tem fal­sificação nenhuma”, afirmou. Ele foi preso em flagrante delito pelo crime de corrupção ativa e levado para Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto.

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