Imunidade ao coronavírus dura apenas seis meses, diz estudo

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Desde que o novo coronavírus se espalhou, uma das esperanças para contê-lo é a chamada “imunidade de rebanho”, quando uma parcela tão grande da população tem contato com o vírus, ficando imune, e protegendo inclusive quem não possui a proteção.

Porém, um novo estudo realizado por pesquisadores holandeses e disponibilizado no site Medrxiv, que divulga artigos ainda não publicados sobre ciências da saúde, afirma que a imunidade ao coronavírus dura apenas seis meses.

“Vimos reinfecções frequentes 12 meses após a infecção e redução substancial nos níveis de anticorpos seis meses após a infecção”, escreveram os autores. Para chegar a essa conclusão, foram monitoradas 10 pessoas que se contaminaram com pelo menos um das quatro espécies sazonais de coronavírus.

Uma das medidas pensadas para relaxar o isolamento social em diversos locais foi dar aos que já se recuperaram da Covid-19 um “passaporte de imunidade”. Esse documento atestaria que a pessoa possui anticorpos para a doença e, por conta disso, pode andar livremente pela cidade. “No entanto, como a imunidade protetora pode ser perdida seis meses após a infecção, a perspectiva de atingir a imunidade de rebanho funcional parece muito improvável”, destacou a pesquisa.

ReproduçãoBaixo período de imunidade pode levar a necessidade de vacinação sazonal. Foto: Pexels

Vacinação sazonal

Além disso, a descoberta levanta a possibilidade de uma vacinação sazonal para o coronavírus, assim como acontece anualmente para a gripe. Oren Kobiler, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Tel Aviv, afirma que outra questão a ser levantada é a possibilidade de uma imunidade não estéril. Nesse caso, o paciente infectado por uma segunda vez não desenvolve sintomas graves. “Mas não temos certeza de que isso realmente aconteça com esse coronavírus”, concluiu.

Dessa forma, a luta para conter o coronavírus deve passar principalmente pelo isolamento social. Até o momento, não há remédios ou vacinas comprovadamente eficazes contra a Covid-19, o que faz extremamente necessário o controle de sua disseminação.

Via: The Jerusalem Post