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7 de julho de 2022 | 13:51
Jornal Tribuna Ribeirão
© Arquivo Agência Brasil

Inadimplência é recorde no país

O Indicador de Inadim­plência da Serasa Experian revela que, desde o início deste ano, mais de dois mi­lhões de pessoas se tornaram inadimplentes. Em abril, o país alcançou o número re­corde de consumidores com o nome no vermelho. São 66.132.670, a maior quanti­dade da série histórica do ín­dice, iniciada em 2016.

Eram 62.981.572 no mes­mo período do ano passado, 3.151.098 a mais e alta de 5%. Em março deste ano, segun­do a Serasa, o país tinha cerca de 65.693.982 devedores. São 438.668 a mais em abril, au­mento de 0,7%. O montante na época atingia R$ 265,8 bilhões.

Em abril deste ano, a soma das dívidas chegou a R$ 271,6 bilhões. São R$ 5,8 bilhões a mais do que no mês anterior, alta de 2,2%. Para o economista da Serasa Expe­rian, Luiz Rabi, o aumento da inadimplência ao decorrer de 2022 era uma movimen­tação esperada, mas existem fatores que podem auxiliar o consumidor nessa situa­ção. “Sabemos que a insta­bilidade econômica do país vem afetando grande parte da população”, diz.

“No entanto, algumas fer­ramentas como o saque extra­ordinário do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Servi­ço) e a antecipação do paga­mento do décimo terceiro sa­lário para aposentados podem e devem ser utilizadas para re­organizar as finanças pessoais, amenizar dívidas e tentar tirar o nome do vermelho”.

Com relação ao perfil das dívidas, o segmento de ban­cos e cartões possui 28,1% dos débitos (era de 28,8% em abril de 2021), enquanto con­tas básicas como água, luz e gás representam 22,9% (era de 22,7%). Feita a compara­ção com abril de 2021, o setor de financeiras foi o que teve maior aumento na participa­ção de inadimplência, indo de 9,6% para 12,4%.

“As financeiras costumam oferecer crédito para perfis de risco, como os de consumidores inadimplentes. Por isso, quanto mais instável ficar o cenário eco­nômico, mais a inadimplência desse setor tende a crescer”, explica Rabi. Telefonia caiu de 10% para 7,3% e o comércio varejista oscilou de 12,9% para 12,5%. A inadimplência em outros serviços ficou estável: 4,3% nos dois períodos.

O recorte por faixa etária mostra que os inadimplen­tes estão, em sua maioria, nas faixas de 26 a 60 anos de ida­de (35,2%) e de 41 a 60 anos (34,8%). Um estudo inédito da Serasa Experian revela um salto de 22,1 milhões (14% da população adulta) sobre o nú­mero de brasileiros que con­quistaram a oportunidade de ter acesso a um crédito de qua­lidade. O montante foi de 59,1 milhões para 81,2 milhões.

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