Jornal Tribuna Ribeirão

Inflação é a mais alta desde 1996

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – indexador oficial de preços no país – registrou taxa de 1,06% em abril deste ano, ante avanço de 1,62% em março, 1,01% em fevereiro e 0,54% em janeiro, informou nesta quarta-feira, 11 de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de a taxa ter ficado abaixo da registrada em março, o índice é o mais alto para um mês de abril desde 1996, quan­do chegou a 1,26%. A inflação acumulada em doze meses pas­sou de 11,30% em março para 12,13% em abril, a maior desde outubro de 2003, de 13,98%. O acumulado no ano é de 4,29%. A meta de inflação para este ano perseguida pelo Banco Central é de 3,50%, que tem teto de tolerância de 5%.

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta de preços em abril. Os alimentos, com inflação de 2,06%, tiveram o maior impac­to na inflação oficial do mês. O grupo Transportes teve alta de preços de 1,91% e foi o segundo principal responsável pelo IPCA do mês. Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 80% da inflação do mês.

Em Alimentos e bebidas, a alta foi puxada pela eleva­ção dos preços dos alimentos para consumo no domicílio (2,59%). Houve alta de mais de 10% no leite longa vida, e em componentes importantes da cesta do consumidor como a batata-inglesa (18,28%), o tomate (10,18%), óleo de soja (8,24%), pão francês (4,52%) e as carnes (1,02%).

Em Transportes, os princi­pais responsáveis pela alta de preços foram os combustíveis que subiram 3,20%, com des­taque para gasolina (2,48%). Também registraram alta de preços os grupos Saúde e cui­dados pessoais (1,77%), Artigos de residência (1,53%), Vestu­ário (1,26%), Despesas pesso­ais (0,48%), Comunicação (0,08%) e Educação (0,06%).

O único grupo de despesas com deflação (queda de preços) foi Habitação (-1,14%), devido à queda de 6,27% no preço da energia elétrica. A inflação do ano passado atingiu o maior pa­tamar desde 2015, quando havia ficado em 10,67%. O resultado do índice em 2021 superou con­sideravelmente a meta de 3,75% perseguida pelo Banco Central (BC). Também ficou bastante acima do teto de tolerância, que seria de 5,25%.

O indexador oficial da infla­ção no Brasil fechou 2020 com avanço de 4,52%, até então o maior desde 2016. O resultado ficou acima do centro da meta perseguida pelo BC, de 4,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos (entre 2,5% e 5,5%). Segundo o índice de di­fusão do IPCA, que mostra o percentual de itens com aumen­tos de preços, 88% dos produtos tiveram altas de preços.

INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve elevação de 1,04% em abril, após um avanço de 1,71% em março, segundo o IBGE. Como resulta­do, o índice acumula elevação de 4,49% no ano. A taxa em doze meses é de 12,47%. Em abril de 2021, o indexador tinha sido de 0,38%. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mí­nimos (de R$ 1.212 a R$ 6.060) e chefiadas por assalariados.

Construção
O Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Si­napi) subiu 1,21% em abril. O resultado sucede um avanço de 0,99% registrado em março. No ano, o índice acumulado está em 3,52%. A taxa acumula­da em doze meses é de 15,00%. O custo nacional da construção foi de R$ 1.567,76 por metro quadrado em abril. A parcela dos materiais teve elevação de 1,86%, enquanto o custo da mão de obra subiu 0,24%.

Mais notícias

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
AllEscort