Vivemos uma situação de extrema pressão sobre o sistema de saúde. Há muita demanda por atendimento a todos que buscam os serviços, que têm recursos limitados. É certo que esta é uma situação emergencial e passageira, que será amenizada com a imunização das pessoas contra a covid-19. A redução da transmissão, do número de casos e da necessidade de internação reduzirá a tensão sobre profis­sionais e locais de atendimento. A população, no entanto, continuará a demandar atendimento médico e hospitalar. Haverá a normaliza­ção da demanda, que continuará a existir de forma mais moderada do que a existente hoje.

Justamente por isso lutamos tanto para a implantação dos Ambula­tórios Médicos de Especialidades (AMEs) Mais e Idoso. Para melhorar sempre o atendimento. E conseguimos iniciar a construção dois dias antes da comemoração do Dia Mundial da Saúde, criado pela Organiza­ção Mundial da Saúde (OMS), em 1948, e celebrado no dia 7 de abril.

Agora não temos muito a comemorar, por estarmos diante de uma pandemia que exige cada dia mais a ação dos profissionais de saúde e dos sistemas de atendimento, tanto neste ano quanto no ano passado, quando a transmissão do coronavírus era mais branda que nos dias de hoje e o número de casos era significativamente menor do que os registrados agora. Ao mesmo tempo a pandemia revela a importância da saúde na vida de todos.

Como sabemos que a necessidade de atendimento tende a aumentar com o passar do tempo, trabalhamos firmemente pela instalação dos AMEs na cidade. Em dois anos teremos uma nova e moderna estrutura médica com alcance regional. É claro que o nos­so desejo é que estes sistemas já estivessem em pleno funcionamen­to, mas dependemos de variados recursos que nem sempre estão à disposição no momento que desejamos. Com paciência e persistên­cia vencemos obstáculos e chegamos à realização que almejamos.

O novo complexo que começa a ser edificado terá 7,9 mil metros quadrados de construção, em uma área de 17 mil metros quadrados, e local de fácil acesso, na Vila Virgínia. Com investimento de R$ 35,3 milhões, o prédio contará com instalações hospitalares de primeiro mundo, equipamentos médicos de última geração e atenderá, aproxi­madamente, 1,5 milhão de pessoas de Ribeirão Preto e região. Após a conclusão da construção, o governo de São Paulo fornecerá os equi­pamentos e contratará os profissionais que atenderão nos AMEs.

O prédio terá 24 consultórios, 22 salas de exames, três centros cirúrgicos, 23 salas de apoio e será equipado com aparelhos médicos para a realização de mais de 30 tipos de exames, dos mais simples aos mais complexos, com alta tecnologia e rapidez. O hospital aten­derá 26 especialidades médicas, desde a primeira consulta, diagnós­tico, tratamento e cirurgias, se necessário, e realizará mais de 4,6 mil consultas médicas e não médicas por semana, 200 cirurgias ambula­toriais e 22 mil exames por mês.

Estou convicto que nos próximos anos teremos muito mais moti­vos para celebrar o Dia Mundial da Saúde, onde será possível traba­lhar muito mais na prevenção que na cura da doença já instalada, não apenas pela implantação de melhor estrutura de atendimento, mas também pela conscientização da população, que buscará cuida­dos que antecedem a doença.

Também estou certo de que podemos antecipar este período de maior prevenção, iniciando já a redução da transmissão do coro­navírus, com a manutenção dos hábitos já amplamente divulgados, como uso de máscaras, higienização constante das mãos e o impres­cindível distanciamento social entre outras medidas. Não está difícil ampliar os motivos para celebrar a saúde, ao invés de correr sempre atrás da cura da doença. Com a participação de todos teremos dias melhores, muito melhores.