Jesualdo defende equilíbrio e diz que Santos terá de se readaptar

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Divulgação

O técnico Jesualdo Ferreira admitiu estar ansioso para estre­ar no comando do Santos nesta quinta-feira (23), contra o Red Bull Bragantino, na Vila Belmi­ro, pelo Campeonato Paulista. O treinador também destacou que não será do dia para noite que o time vai assimilar um novo esti­lo de jogo, diferente daquele do antecessor Jorge Sampaoli.

“Temos de se readaptar. Eu tenho uma forma de atuar, Sam­paoli tem outra. O tempo de apropriar ideias e conceitos de jogo é grande. Não é em uma se­mana ou duas que você forma. Passei a mensagem aos jogado­res. É possível atingir um bom patamar com a entrega de to­dos. Quero potencializar o que foi o coletivo do Santos no ano passado”, explicou o português, em entrevista coletiva.

O treinador destacou que foram apenas 18 treinos em um espaço de 12 dias até entrar em campo na estreia pelo Paulistão. “Foi um tempo para conhecer os jogadores, podermos em con­junto conversar sobre 2019. Re­organizar os processos que em­bora tenham coisas em comum são diferentes. Jogadores foram sérios, competentes, empenhados no trabalho. Temos de encontrar a forma mais simples de jogar com o pouco tempo de trabalho.”

Jesualdo afirmou que quer primordialmente uma equipe equilibrada. Segundo ele, o San­tos pode continuar com o estilo ofensivo que marcou o perío­do de Sampaoli no clube, mas que, para isso, precisa ser forte defensivamente. “A questão mais importante é que tem a ver com uma ideia e um conceito: não tem como ser ofensivo sem ter a bola. Se tiver a bola, às vezes, consegue ser ofensivo. É um time que se prepara para isso. Para tê-la, é pre­ciso recuperar. Temos que nos preparar para nos defender e aí sim atacar”, explicou.

Apesar da longa carreira no futebol, com mais de mil jogos no currículo, o técnico disse que está ansioso para o primeiro jogo pelo Santos. “A forma que esse jogo tem de mexer comigo é diferente de outras. Trata-se de um país diferente, situações di­ferentes, propostas diferentes do que vivi”, disse o técnico. “Essa prova é o início de um trabalho. As coisas não se resolvem agora, tem muito caminho pela frente. Teremos momentos difíceis e outros mais fáceis”, completou.

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