Justiça nega pedido de suspensão das atividades da Botafogo S/A

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Foto: JF Pimenta/Jornal Tribuna

O Tribunal de Justiça do Es­tado de São Paulo negou o pedi­do de tutela antecipada, que vi­sava a suspensão das atividades da Botafogo S/A, feito por um grupo de conselheiros do BFC. Na decisão, a juíza responsável pelo caso afirmou que “não há elementos que evidenciem, nes­te momento processual, vício na constituição da sociedade anô­nima Botafogo Futebol”.

A petição apresentada na semana passada, na 6ª Vara Cível de Ribeirão Preto, pelo advogado Clito Fornaciari Jú­nior, solicitava a paralisação das atividades da BFSA ou então a nomeação de um interventor enquanto a Justiça analisa o pe­dido de interrupção da parceria entre o clube e a Trexx Sports.

O documento questiona­va a administração da S/A em mais de 17 pontos e citava a fal­ta de transparência, temerida­de da administração e situação verdadeiramente calamitosa, que poderia trazer riscos defi­nitivos para o Botafogo.

Porém, segundo a decisão judicial, “a parte autora afir­ma que grande parte da dívida apurada era referente a período anterior à criação da sociedade anônima; razão que corrobora com o indeferimento da medida pretendida”. A decisão não é de­finitiva e ainda cabe recurso.

Em nota enviada ao Tribuna, os botafoguenses afirmaram: “O grupo vai conversar com o pa­trono da ação e decidir os próxi­mos passos quanto à ação judi­cial. Paralelamente, o grupo está focado na produção e execução de outras ações e materiais”.

Esta é a segunda vez que o grupo move uma ação contra a Botafogo S/A. A primeira, em meados de dezembro do ano passado, também foi negada pela justiça. Procurada pela re­portagem do Tribuna, a BFSA informou que não se pronuncia­rá sobre a ação neste momento.