Larga Brasa

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Ribeirão Preto e San Leandro, “Cidades Irmãs”
A nossa Ribeirão Preto e a cidade de San Leandro, na Califórnia, Estados Unidos, já foram consideradas “Cidades Irmãs” através de um programa de integração global desenvolvido anos atrás. Uma delegação daqui foi visitar a acolhedora San Leandro, ter­ra de portugueses pescadores, e depois uma caravana muito grande de autoridades e representantes dos americanos veio conhecer a “ex-capital do café”, um dia chamada de “Califórnia Brasileira”. O povo daquela cidade foi muito bem acolhido. Uma integração de estudantes foi realizada com pleno sucesso

Visita
A visita dos irmãos americanos-portugueses foi cercada de muito carinho e o chope Antarctica foi servido direto da fábri­ca, onde aconteceu o almoço. As autoridades locais ficaram deveras impressionadas, tanto batizaram a parte de cima da praça Francisco Schmidt de “praça San Leandro”, com mar­cos, festas e fotos que foram divulgadas por aquela comuni­dade. O programa tinha tudo para continuar a prosperar, com potencial para nossos trabalhadores e para os estudantes, com integração e irmandade.

Sem incentivos, programa feneceu
Sem o incentivo de prefeitos que se sucederam ao da época do programa, nada mais ocorreu e os contatos esfriaram. Um dos intermediários era o então vereador Plato Garcia Leal, que muito fez para que o acordo desse certo.

Troca de praça
Os burocratas de plantão, depois da despedida dos irmãos de San Leandro, descobriram que havia um decreto informando que a parte de cima da Praça Schmidt não poderia ter outra denominação e deveria retornar ao nome original. Encontra­ram uma solução salomônica. Havia uma praça no Jardim Paulista com o nome de São Pedro e trocaram o nome para San Leandro. Os parentes do santo não reclamaram e assim ficou. Coisas da burocracia de outrora.

Retomada
Seria oportuno uma retomada de contato com o pessoal de San Leandro, na Califórnia. Sempre foram solícitos para com os irmãos de Ribeirão Preto. Só um alerta: não levem nenhum deles para a Praça Schmidt, principalmente à parte de cima. Eles fize­ram uma festa, fotografaram e levaram para os Estados Unidos as fotos da fonte multicolorida e sonora que havia na rua Au­gusto Severo. Não vamos matar o sonho da beleza de outrora.

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