Larga Brasa

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Etanol
A informações apontam que o etanol de Ribeirão Preto é o ter­ceiro mais barato do Estado. No entanto, para a nossa região, as peculiaridades são especiais. Produzimos em nossas usinas o produto que abastece um terço da necessidade nacional. É a maior produção do país. Mas antes de chegar às bombas há um longo percurso a fazer em uma corrente que privilegia os inter­mediários – a maioria de empresas multinacionais.

Consumidor final
O último elo é o posto de combustível. Deve haver um estu­do e readequação dos preços para que nós que enfrentamos os “carvõezinhos” da queimada de cana com repercussão na saúde dos idosos e de nossos filhos tenhamos algum benefício. Temos o trânsito dos pesados treminhões que arrebentam nos­sas rodovias e causam acidentes fatais, geralmente. E uma se­rie de ônus com o bônus sendo carreado para outras regiões.

Mistura de 27%
O governo federal autorizou a mistura de 27% de etanol na gasolina em substituição ao chumbo tetraetila que era um an­tidetonante. Com isso, pagamos nesta proporção de etanol ao preço da gasolina sem beneficio algum para nossas cidades e sem a redução do preço do álcool para nossos veículos. As uni­dades fabris também estão, pouco a pouco, sendo assumidas por grupos multinacionais, pois o setor produtivo esta em precárias condições financeiras, salvo exceções. Poucos sabem, o Proál­cool que incentivou a produção do atualmente conhecido eta­nol, nasceu em nossa região com a visão empresarial do velho Maurilio Biagi e de outros companheiros de lutas.

Para onde vai?
A diferença dos custos do etanol e da gasolina, gerada pela mistura dos 27%, ninguém sabe para onde vai. Perguntamos a ministros e a outros técnicos e a resposta é uma só: “Questão de ajuste de preços e distribuição”.