Fogo amigo
Em uma cidade não tão distante, houve um questionamen­to sobre atitudes de um vereador que teria ferido o decoro do Legislativo municipal. Apareceu uma solicitação para que o re­presentante do povo fosse defenestrado, isto é, cassado. Muito “disse me disse” e surgiu o pedido para o procedimento proto­colar da cassação. Em meio às discussões, eis que um panfleto pleno de acusações foi distribuído nos gabinetes insinuando situações e outras acusações.

Elementar
O pessoal chamou o Sherlock Holmes e o mesmo anunciou o veredicto: a peça acusatória havia saído da própria assessoria do Legislativo daquela cidade. Aí a questão ficou no limbo das deliberações. Toma-se uma providência ou não? E se ocor­rerem outras distribuições fantasmagóricas? Optou-se por aguardar uma nova oportunidade. Precisa ter calcanhar roxo para agir “aqui e agora”.

Fotos nos postes
Um médico de uma vizinha cidade que luta para reduzir o ím­peto do coronavírus, desanimado com os desrespeitos por parte de uma parcela da comunidade em relação às medidas sanitárias, mesmo diante da situação que se agravava, chegou a sugerir ao prefeito que colocasse na imprensa escrita, fala­da e televisada as filmagens dos casos gravíssimos ocorridos nos hospitais e Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

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A ideia era mostrar as imagens para que todos ficassem cons­cientizados da gravidade da situação. Não se sabe se a medi­da foi tomada. Mas tudo continuou como dantes no Quartel de Abrantes. Seria como as indústrias do tabaco são obriga­das a fazer nos maços de cigarro, com flagrantes chocantes para sensibilizar os viciados.