Lenta, gradual, segura e responsável!

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Além de combater a pandemia da covid-19 no presente, os bons governos devem olhar para o futuro e planejar como será depois do isolamento. É o que faz o Governo de SP, que cumpre seu dever de casa e, assim, trabalha a abertura da economia pautado pela ciência e não em crenças ideológicas sem fundamento.

A matriz logística de São Paulo – Estado mais rico do país – tem papel fundamental historicamente. Agora, na crise, esta função cresce ainda mais, afinal, pelos 21 mil km de sua malha viária, passa o abastecimento de alimentos e remédios vital não só para o Estado como para todo o país.

Por isso, a Secretaria de Logística e Transportes, por meio do DER, a Artesp e outros órgãos do Governo têm realizado uma série de ações para garantir este transporte, com toda segurança sanitária contra a doença. Entre elas está a força­-tarefa com este objetivo, a entrega a caminhoneiros de mais 150 mil kits de alimentos e de 25,8 mil adesivos eletrônicos para o pagamento automático de pedágios (sem contato físico e risco de contaminação, portanto).

Pensando a médio prazo, outra iniciativa foi manter todas as obras importantes para o transporte mesmo durante a pandemia – como fizeram DER, Daesp e DH, além da Artesp. Ao todo, são 40 obras em andamento nas rodovias estaduais, com R$ 6,3 bilhões em investimentos.

As mesmas estradas – administradas por concessionárias ou pelo DER – e os modais ferroviário e hidroviário também são essenciais para a geração de riqueza ao país. São Paulo não apenas produz commodities e outros itens para exporta­ção como tem localização estratégica na logística rumo aos portos de Santos, São Sebastião e outros.

Como se sabe, o agronegócio tem sustentado o PIB brasi­leiro há anos. Especialmente a soja, que vem de Mato Grosso, tem peso abissal na geração de divisas para a economia. No ano passado, quase metade dos 20 milhões de toneladas de soja exportados por MT cruzaram o Estado de SP e saíram pelo porto de Santos. Parte foi também por portos de PR, SC e RS.

O transporte de soja e outros produtos não ocorre apenas pelas estradas para ir ao Porto de Santos. Tem ainda as vias férreas – de responsabilidade privada – e a hidrovia Tietê – administrado pelo DH. Só em abril – em plena pandemia! –, foram transportadas 179,7 mil toneladas de produtos – entre cana-de-açúcar e soja -, a grande maioria destinada ao Porto de Santos.

Neste ano, a despeito da crise da covide-19, o Porto de São Sebastião deve registrar um aumento significativo de produti­vidade – e, portanto, de divisas ao Estado e ao país. Em 2019, foram transportadas 740 mil toneladas de produtos rumo ao exterior. Projeta-se para 2020 um salto de 26%, para 1 milhão de toneladas, graças à cana-de-açúcar.

Agora, a tão desejada retomada da economia precisa se­guir algumas etapas. Ela precisa ser lenta, gradual (por seguir a ciência), segura (para a saúde de todos) e responsável (para o interesse público).