Morreu na madrugada des­ta sexta-feira (4), aos 66 anos, o cantor e compositor Luiz Melodia, em decorrência do agravamento de um câncer na medula óssea. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do músico, que estava internado no Hospital Quintas D’Or, na Zona Sul do Rio de Ja­neiro, cidade onde nasceu e fez carreira na MPB, em decorrên­cia de um câncer na medula.

O cantor e compositor planejava a volta aos estúdios mesmo enfrentando diversos problemas de saúde nos úl­timos anos. “Morreu um dos maiores poetas do Brasil. Ele foi uma das trilhas musicais da minha obra e da minha vida”, disse a dramaturga Maria Adelaide Amaral. Nas mídias sociais, nomes como Gilberto Gil, Ed Motta e Maria Gadú também fizeram homenagens ao músico carioca.

O corpo do cantor está sen­do velado na quadra da escola de samba Estácio de Sá, na Ci­dade Nova, próximo ao morro onde ele nasceu. O enterro será realizado no Cemitério do Ca­tumbi, neste sábado (5), às dez horas. Segundo a assessoria de imprensa da agremiação, a terceira etapa da escolha do samba do carnaval 2018, que aconteceria nesta sexta-feira, foi cancelada para os prepara­tivos do velório.

A Estácio divulgou nota de pesar pela morte do cantor. “Nesta sexta-feira cinza, o nos­so surdo chora. Um dos nossos amigos, torcedores e amantes do Berço do Samba se despede e, conosco, fica a saudade e a grati­dão pelos momentos em que ele exaltou com amor, a nossa co­munidade. #RIP Luiz Melodia”.

Melodia é pai do rapper Mahal Reis e casado com a can­tora, compositora e produtora Jane Reis. Nascido no Morro do Estácio, em janeiro de 1951, Luiz Carlos dos Santos era filho do sambista Oswaldo Melodia e começou a carreira musical em 1964, quando formou a banda Os Instantâneos, ao lado dos amigos Manoel, Nazareno e Mizinho.

Tocando no morro, foi descoberto pelo poeta Wally Salomão, que o apresentou à cantora Gal Costa. Ela gravou a música “Pérola Negra”, de Melodia, no disco “Gal a Todo Vapor”, de 1972. Depois, Ma­ria Bethania gravou “Estácio, Holly Estácio” e Melodia lan­çou o primeiro disco, “Pérola Negra”, em 1973.

Entre as canções de sucesso de uma consolidada carreira no Brasil e no exterior, estão também “Codinome Beija­-Flor”, “Negro Gato”, “Juventu­de Transviada” e “Ébano”. Em mais de 40 anos de carreira, gravou 16 discos e teve partici­pação em trilhas sonoras de 15 novelas ou minisséries.

 

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