Publicamos no Diário Oficial do Município da última terça-feira, dia 8, um decreto que amplia o alcance do controle de gastos das administrações direta e indireta neste ano que estamos começando, com o objetivo de manter o equilíbrio fi­nanceiro. Não são medidas fáceis, mas extremamente necessá­rias diante de um quadro de considerável aumento de despesas, notadamente pela exigência de repasses mensais ao Instituto de Previdência dos Municipiários (IPM), além das contribuições legais dos servidores e da administração, para fazer frente ao pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas.

Determinei à minha equipe que faça sugestões de redu­ções de gastos e ampliação de receitas em órgãos onde houver essa possibilidade. Esse controle mais extremado de gastos tem exigido dos gestores públicos ações que permitam alon­gar as receitas, com gastos menores, sem prejudicar o atendi­mento ao público que mais necessita dos serviços oferecidos. É um exercício que exige esforço dos gestores e servidores, para se fazer mais com menos e aproveitar ao máximo as oportunidades de fazer, também, melhor.

O decreto pontua como as economias devem ser feitas na gestão de pessoal, com proibição de realização de horas extras e novas contratações (com as exceções necessárias), análise mais criteriosa de aquisição de bens e serviços, renegociação de valores e quantitativos, reavaliação de licitações em curso, de convênios a serem firmados e que impliquem em gastos ao município e principalmente a diminuição no custeio, com medidas simples de utilização racional de telefonia, energia elétrica, consumo de água, combustíveis, viagens e outras medidas que possam resultar em economia de recursos.

Todas as medidas anunciadas têm como principal foco manter o bom atendimento aos munícipes e a continuidade de prestação de serviços à população em saúde, educação, assistência social e continuidade de trabalhos realizados, notadamente os de zeladoria e coleta de lixo, conservação de ruas etc., além manter em dia o pagamento de precatórios, contrapartida de convênios, pagamento dos salários e encargos do funcionalismo público e levar ao aperfeiçoamento, aprimoramento e melhorias no funcio­namento e gerenciamento de toda a gestão.

Toda a administração se desdobrará para manter todos os ser­viços em perfeito funcionamento. Os investimentos programados e que serão realizados com financiamentos de fontes externas, como outras instâncias de governo, serão mantidos e obedecerão também os critérios fixados no decreto, de máxima eficiência, com racionalização de custos e recursos utilizados.

Toda a equipe está consciente da necessidade de uma ges­tão mais austera, de uma execução orçamentária estritamente dentro dos limites. E por ser uma forma de administrar que se pratica desde o início de nosso mandato, em 1º de janeiro de 2017, quando tomamos várias medidas neste sentido, não haverá grandes dificuldades.

É sempre um desafio a mais. Mas tenho certeza que con­seguiremos vencê-lo com o comprometimento de todos, com o trabalho unido dos envolvidos, o que sempre caracterizou nossa administração.

Vivemos tempos que exigem otimização máxima da utilização de recursos e, por isso, necessitamos cada dia mais ampliar a previdência de nossos atos para preservar as ações futuras, os projetos planejados. E é possível manter os progra­mas e serviços com custos menores com a mesma qualidade. Desde que estejamos sempre atentos e vigilantes à receita e à despesa, com trabalho firme e voltado para uma gestão fiscal eficiente e que não comprometa o futuro de nossa cidade.