Chegamos na tarde desta quarta-feira, dia 28, a 529.549 doses de vacinas contra a covid-19 aplicadas em Ribeirão Preto. Foram 375.274 pessoas vacinadas com a primeira dose, 138.209 tam­bém com a segunda dose e 16.066 com dose única. Os números mostram que chegamos a 54,98% da população da cidade, que é de 711.825 habitantes, imunizada com a primeira dose (ou dose única) da vacina. Se considerarmos apenas a população adulta – com mais de 18 anos -, este percentual sobe para 73,58% dos 531.829 habitantes. E seguiremos, claro, aplicando a segunda dose, para imunizar a todos da forma mais rápida possível.

Está bastante claro que quanto mais vacinarmos menor será o número de casos graves da doença. A quantidade de pessoas que ainda precisam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) demons­tra que a vacina é o caminho seguro para afastarmos de vez a pandemia, notadamente a hospitalização de doentes. Chegamos a 310 pessoas hospitalizadas em UTIs no dia 7 de junho deste ano, há pouco mais de um mês. Agora o número é próximo de 180. Ainda um volume bastante considerável, mas em constan­te redução nas últimas semanas. A curva é descendente com mínimas variações. O número de casos registrados e de óbitos também mostram reduções, com o avanço da vacinação.

Dados do LocalizaSUS, plataforma do Ministério da Saúde, mostram que o número de casos e de óbitos provocados pela doença no Brasil caíram cerca de 40% em um mês. Os registros consideram a média móvel de casos de 25 de junho a 25 de julho e apontam queda de 42% das mortes e de 40% dos casos. No país, 96,3 milhões de pessoas já receberam pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19. É inquestionável que os casos cedem em função das doses de imunizantes aplicadas. Por isso esta é a fórmula da salvação, o caminho para preservar vidas e reduzir o número de doentes.

Com a população imunizada, poderemos retomar com segurança todas as atividades – econômicas, sociais e de lazer – prejudicadas desde o anúncio dos primeiros casos no mundo, com pessoas isoladas, economia em retração, produção reduzi­da, circulação de mercadorias e serviços em queda e toda sorte de diminuição de postos de trabalho e perda de renda, acompa­nhados de um realinhamento de preços, justamente em função de menor produção e distribuição fragilizada, de um grande número de produtos, o que vem afetando a vida de todos.

Desde o início da pandemia, no começo de 2020, sempre afirmei que meu compromisso prioritário seria com a saúde, com a vida das pessoas. Depois cuidaríamos de recuperar a eco­nomia, o que já estamos conseguindo de forma gradual e firme. Sigo com a mesma determinação e, por isso, trabalho insistente­mente pela imunização de todas as pessoas, no fortalecimento da estrutura de armazenamento e transporte de vacinas, na orga­nização do agendamento, na divulgação de todos os atos que interessam a população, para que todos tenham conhecimento das faixas etárias que são atendidas a cada período.

Mas mesmo diante de números otimistas, de uma situação palpável de recuperação, não deixo de insistir em pedir sempre a colaboração da população, principal responsável na precaução. Mesmo imunizados e com casos da doença em queda, a trans­missão continua e não podemos baixar a guarda. Precisamos manter os hábitos adquiridos ao longo destes quase dois anos de pandemia presente em nossas vidas. Vamos continuar a usar máscaras, manter o distanciamento e fazer a higienização cons­tante das mãos, com água e sabão ou álcool em gel. Já vencemos várias batalhas juntos e vamos vencer mais esta, com participa­ção de todos, força e perseverança.