Jornal Tribuna Ribeirão

Mancini trabalha psicológico do grupo do Corinthians para duelos com ‘pedreiras’

RODRIGO COCA/AG.CORINTHIANS

Dos cinco jogos restantes do Corinthians no Campe­onato Brasileiro, quatro são contra postulantes ao título ou por vaga à Copa Liberta­dores. A notícia ruim é que três desses compromissos são longe da Neo Química Are­na, em São Paulo. Para enca­rar essas “pedreiras” na reta final, o técnico Vagner Man­cini vem fazendo um traba­lho psicólogo forte para que o time consiga cumprir a meta de disputar a competição in­tercontinental em 2021.

Para ir a Libertadores, o Corinthians precisa somar ao menos 58 pontos. Como tem 48 e só mais dois compromis­sos em casa, precisará buscar o que falta nas visitas a Fla­mengo, Santos e Internacio­nal, dois postulantes ao título e um rival direto pela vaga na Libertadores, assim como o Athletico-PR, rival desta quarta-feira, em São Paulo.

“A força que vocês de­monstraram em outros jogos tem de ser vista novamente”, foi o lema da preleção de Man­cini em jogos contra o Sport e o Ceará, nos quais a equipe conseguiu resultados positivos. Contra os pernambucanos va­leu a reabilitação após goleada sofrida para o rival Palmeiras e frente os cearenses, o reencon­tro com os triunfos após duas derrotas seguidas.

O Corinthians sofreu mui­to os times da parte de cima da tabela de classificação. Perdeu as duas para Atlético­-MG e Palmeiras, foi goleado pelo próprio Flamengo no primeiro turno, caiu na casa do São Paulo e empatou as duas com o Grêmio. Trocou vitórias com o Fluminense e ganhou do líder Internacio­nal. O clássico com o Santos acabou empatado.

Mexer com o brio dos jo­gadores e provar que eles são capazes é uma das missões do treinador, que antes de cada trabalho vem conversando bastante com o grupo. Alguns jogadores, de maneira separa­da. No papo, mostra as quali­dades vitais de cada atleta e o quanto poder dar pelo clube.

O chileno Araos ganhou confiança após resposta po­sitiva em uma das conversas “olho no olho” com o técnico. Gabriel se firmou como titu­lar também por isso, assim como Cazares. Mancini res­gatou, ainda, Gustavo Silva e Léo Natel. Com o “grupo na mão”, acredita que o Corin­thians será competitivo contra os “favoritos” dessa reta final.

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