Foto: Dida Sampaio

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido do senador Aécio Neves (PSDB­-MG) de suspender prazo para apresentação de defesa em in­vestigação que corre no Supre­mo. O tucano havia solicitado a suspensão na última segunda­-feira (11), em inquérito que o investiga por corrupção passiva e obstrução de justiça.

A justificativa da defesa ao ministro relator do caso era de que precisavam ser anexadas aos autos do processo todas as gra­vações feitas pelos executivos da J&F, e que, até que isso seja feito, o prazo para apresentação da defesa deveria ficar suspenso.

Para Marco Aurélio, a defesa prévia deve ser considerada a par­tir da denúncia e dos dados que a embasam. “Tem-se pedido con­trário à organicidade do Direito. Destaque-se que, na fase própria, presente o curso natural de even­tual processo-crime, poderão as defesas requerer diligências que entenderem pertinentes, ante o princípio da ampla defesa e do contraditório”, disse o ministro ao negar a solicitação de Aécio

Provas – Segundo os advoga­dos, na petição feita na segunda­-feira, desde que o inquérito foi instaurado, tornaram-se públicas várias outras provas que influen­ciaram o processo de investigação sobre Aécio, “seja porque dizem com (i)legalidade das gravações aqui utilizadas, seja porque rela­cionam-se com o seu mérito”, di­zia trecho do documento, referin­do-se às suspeitas e acusações que rondam a delação premiada fir­mada entre os executivos da J&F e o Ministério Público Federal.

Aécio Neves responde, atual­mente, a nove inquéritos no âm­bito do STF. Este, em que o sena­dor solicitava por mais prazo, foi originado por denúncia feita em junho deste ano pelo então procu­rador-geral da República, Rodrigo Janot, que acusa o tucano de ter solicitado e recebido propina de R$ 2 milhões, além de atuar para impedir o avanço das investiga­ções da Operação Lava Jato.

Aécio nega as acusações. Quando Janot apresentou a de­núncia contra o senador, a defesa do tucano divulgou nota na qual lamentou o “açodamento” no processo e apontou que “diversas diligências de fundamental im­portância” não haviam sido rea­lizadas à época.

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