Médico do Botafogo cita insegurança e vê retorno do futebol distante

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ALFREDO RISK/JORNAL TRIBUNA

O futebol brasileiro está buscando medidas e proto­colos para colocar a bola para rolar novamente, mesmo com o crescente e diário número de mortes por conta do novo coro­navírus. Médico do Botafogo, Alexandre Vega, afirmou que não se sente seguro para voltar neste momento e reiterou que o retorno às atividades ainda deve demorar um pouco.

“Não me sinto seguro nes­te momento e pelo o que eu acompanho das notícias não nos sentiremos seguros em uma realidade próxima. Estamos bas­tante longe de ter segurança para voltar os treinamentos nesse momento. É o que todo mundo comenta, como falou na última reunião o Dr. Moisés Cohen (médico da FPF), que não con­seguia prever o início dos treina­mentos antes da terceira semana de junho”, disse.

Vega fez uma avaliação sobre o momento em que o país está passando e reiterou que não vê chances de a bola voltar a rolar nos meses de junho e julho.

“Hoje a situação piorou bastante. Então, acredito que os treinos não vão voltar antes de julho. A partir daí vamos pedir 45 dias para treinamentos, por­que os jogadores estão há muito tempo parados, a maioria está em casa, temos que fazer uma nova pré-temporada”, afirmou Alexandre Vega em entrevista ao programa Wsports News.

O médico botafoguense também explicou o protocolo desenvolvido pela federação. Segundo Vega, várias regras de­verão ser seguidas pelas equipes.

“Tem uma série de regras. O atleta vai ao treino com seu carro próprio, sem carona. No clube, será aferida a tempera­tura no estacionamento, antes de entrar no estádio, com uso de máscara, álcool em gel para todos, em todos os setores do estádio, com distanciamento, são várias medidas preventi­vas. Não poderá tomar banho no clube e nem fazer refeições. O atleta já chega uniformizado de casa, eles serão divididos em vários grupos com pouca gente”, destacou.

O Campeonato Paulista está paralisado desde o mês de março e ainda tem duas rodadas para serem disputa­das. O Botafogo é o vice-lan­terna da competição e integra a zona de rebaixamento.