DIVULGAÇÃO

A mudança nos hábitos do consumidor durante a pandemia trouxe reflexos di­retos para a indústria mun­dial de entretenimento e mí­dia, que, após queda de 3,8% em 2020, deve começar a sua recuperação neste ano, inclu­sive no Brasil. De acordo com a 22ª Pesquisa Global de En­tretenimento e Mídia 2021- 2025 da PwC, o mercado de E&M no país deve crescer 4,7% até 2025 e 5% ao ano. Em valores, o setor vai chegar a US$38 bilhões.

O levantamento analisou 14 segmentos do setor em 53 países, entre eles Consu­mo de Dados, Publicidade Digital e na TV, Vídeo OTT (vídeos online sob demanda), Cinema, Acesso à Internet e Games. Em 2020, o Brasil cresceu menos que o merca­do global pela primeira vez, e a previsão é de que só supere a média mundial novamente a partir de 2023.

A pandemia direcionou os gastos do consumidor bra­sileiro para o entretenimento dentro de casa: vídeos OTT e games foram os mais benefi­ciados e seguirão crescendo. Os gastos com internet devem crescer 4,4%, o consumo 4,3%, e com publicidade 6%, reto­mando o ritmo pré-pandemia.

Shows e feiras
Setores mais impactados pela pandemia, como shows e feiras de negócios, terão uma recuperação rápida de 20% ao ano, impulsionados pela vontade dos consumi­dores de fazerem atividades externas, após mais de um ano em casa, e devem atingir o mesmo nível de 2019. Já o cinema sofreu uma queda de 86% em receita, voltando a patamares de 2016, e só deve atingir os mesmos patamares de 2919 em 2024.

“O setor de mídia e entre­tenimento passa por desafios e incertezas em todo o mundo desde o início da pandemia. Por outro lado, também ace­lerou processos que já estavam em andamento, como digitali­zação e consumo de conteúdo online, e que vão colaborar para que essa recuperação nos próximos anos seja rápi­da”, afirma Ricardo Queiroz, sócio da PwC Brasil.

Maior acesso à internet e mais consumo digital
Entre as tendências obser­vadas no comportamento de compra dos brasileiros está o aumento de aquisição de conteúdo de leitura em plata­formas digitais. Revistas de­vem crescer de 8% para 13%; Livros de 10% para 11%; e Jornais de 7% para 11%.

Os gastos com publici­dade devem atingir 6% de crescimento ao ano até 2025, voltando a níveis anteriores à pandemia, que causou um impacto negativo de US$1 bilhão no mercado em 2020. O retorno ao volume anterior deve acontecer somente em 2022. A publicidade na TV on-line se desenvolverá ra­pidamente durante o perío­do, com o impacto crescente dos serviços de streaming nas emissoras, mas ainda repre­sentará apenas 5% da receita total do mercado em 2025.

O consumo de música digital cresceu muito com a pandemia e com a ausência dos shows ao vivo. Em 2025, o streaming vai representar 72% dos gastos, enquanto a bilheteria será 17%, o que mostra sinal de recuperação, com retorno do público aos shows ao longo dos anos. Já o consumo de conteúdo para assistir seguirá com a força dos vídeos OTT (13%) e do cinema (40%). A TV por as­sinatura e vídeos por assina­tura de TV vão cair 1% e 3%, respectivamente, assim como os vídeos domésticos (-11%).

Outro dado importante é o crescimento do acesso à internet pelos brasileiros. Em 2025, 41 milhões de casas devem ter internet fixa e 163 milhões de pessoas devem ser assinantes de internet móvel. Mas ainda é preciso muito in­vestimento em infraestrutura de rede para garantir mais acesso, com mais velocidade, como o suporte ao 5G.