Mercado prevê inflação de 2,05%

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MARCELO CASALL/AGBR

A previsão do mercado fi­nanceiro para o Índice Nacio­nal de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – indexador oficial de preços do país) deste ano subiu de 1,99% para 2,05%. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira, 28 de setembro. A publicação é di­vulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC) com a pro­jeção para os principais indica­dores econômicos.

Há um mês, a projeção estava em 1,77%. Para 2021 segue em 3,01%. Quatro se­manas atrás, estava em 3,00%. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectiva­mente. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,50% e 3,25%, nesta ordem.

O cálculo para 2020 está abaixo do piso da meta de in­flação que deve ser perseguida pelo Banco Central. A meta, definida pelo Conselho Mo­netário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tole­rância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%. Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentu­al para cima ou para baixo em cada ano. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, es­tabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encer­re 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 2,5% ao ano. Para o fim de 2022, a pre­visão é de 4,5% ao ano e para o final de 2023, 5,50% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimu­lando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consi­deram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como ris­co de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom au­menta a taxa básica de juros o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédi­to e estimulam a poupança.

Produto Interno Bruto
Os economistas do merca­do financeiro alteraram leve­mente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e ser­viços produzidos no país – em 2020. As instituições financei­ras consultadas pelo BC ajusta­ram a projeção para a queda da economia brasileira este ano de 5,05% para 5,04%.

Há quatro semanas, a esti­mativa era de baixa de 5,28%. Para 2021 a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mes­ma previsão há 18 semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro conti­nua projetando expansão do PIB em 2,50%.

No Focus divulgado nesta segunda-feira, a projeção para a produção industrial de 2020 se­guiu em baixa de 6,30%. Há um mês, estava em baixa de 7,35%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 5,01% para 4,41%, ante 5,65% de quatro semanas antes. A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,25, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expecta­tiva é que a moeda americana fique em R$ 5.

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