WILSON DIAS/AG.BR.

O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção para a infla­ção e aumentar a estimativa para o crescimento da economia este ano. De acordo com o boletim Focus, uma publicação divulga­da toda segunda-feira no site do Banco Central (BC), a expectati­va para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzi­dos no país), foi ajustada de 0,5% para 0,6% este ano, no terceiro aumento consecutivo. Para 2018, a estimativa de crescimento pas­sou de 2% para 2,1%.

No dia 1º de setembro, o Ins­tituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB cresceu 0,2% no segundo trimestre do ano, ante o primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, hou­ve alta de 0,3%. No primeiro se­mestre de 2017, ante os primeiros seis meses do ano passado, o PIB apresentou estabilidade. O minis­tro da Fazenda, Henrique Mei­relles, manifestou, por meio de sua conta no Twitter, otimismo em relação à recuperação da eco­nomia brasileira. “Vamos entrar 2018 com a economia crescendo a um ritmo em torno de 3% e po­deremos crescer mais ainda em 2019”, disse.

A estimativa do mercado fi­nanceiro para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 3,38% para 3,14% este ano, na terceira redução seguida. Para 2018, a projeção do IPCA foi reduzida de 4,18% para 4,15%, no segundo ajuste consecutivo. As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta de 4,50%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tole­rância entre 3% e 6%.

O Relatório Focus indicou al­teração na projeção para os pre­ços administrados neste ano. A mediana das previsões do mer­cado financeiro para o indicador em 2017 foi de alta de 6,30% para avanço de 6,43%. Para 2018, a mediana permaneceu em 4,70%. Há um mês, o mercado proje­tava aumento de 5,80% para os preços administrados em 2017 e elevação de 4,70% em 2018. A expectativa do mercado finan­ceiro para a Selic foi reduzida de 7,25% para 7% ao ano, no fim de 2017, e de 7,50% para 7,25% ao ano, ao final de 2018.

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