Mercado projeta IPCA de 2,85%

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WASHINGTON ALVES/REUTERS

Os economistas do mer­cado financeiro alteraram a previsão para o Índice Nacio­nal de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – o indexador oficial de preços no país – em 2020. O Relatório de Merca­do Focus, divulgado nesta semana pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana neste ano foi de alta de 2,47% para 2,65%. Há um mês, esta­va em 1,99%. A projeção para o índice em 2021 seguiu em 3,02%. Quatro semanas atrás, estava em 3,01%.

O relatório Focus trou­xe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%. No caso de 2023, a expectativa permaneceu em 3,25%. Há quatro sema­nas, essas projeções eram de 3,50% e 3,25%, nesta ordem. A projeção dos economistas para a inflação já está bem abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto percentual (índice de 2,50% a 5,50%).

No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). Em 9 de outubro, o Instituto Brasi­leiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a infla­ção de setembro foi de 0,64%. Em doze meses, a taxa acumu­lada está em 3,14%.

Preços administrados
O Focus indicou altera­ção na projeção para os pre­ços administrados em 2020. A mediana das previsões do mercado financeiro para o in­dicador este ano foi de alta de 0,92% para 0,96%. Para 2021, a mediana passou de alta de 3,91% para 3,90%. Há um mês, o mercado projetava aumentos de 0,90% e de 3,84% para os preços administrados em 2020 e 2021, respectivamente.

Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, es­tabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para o mercado financeiro, a expecta­tiva é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Há um mês, es­tava no mesmo patamar.

Já a projeção para a Se­lic no fim de 2021 segue em 2,50% ao ano, igual a quatro semanas atrás. No caso de 2022, a previsão continua em 4,50% ao ano, igual a um mês antes. Para 2023, permanece em 5,50%, ante 5,63% de qua­tro semanas atrás. Atualmen­te, está em 2% ao ano.

PIB
A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano ficou em 5%. A estimativa de recuo do Produto Inter­no Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços pro­duzidos no país – estava em 5,03% na semana passada. Há um mês, a estimativa era de baixa de 5,05%.

Para 2021, o mercado fi­nanceiro mudou a previsão do Produto Interno Bruto, de alta de 3,50% para 3,47%. Quatro semanas atrás, estava em 3,50%. No Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2020 foi de baixa de 6,00% para re­tração de 5,98%. Há um mês, estava em baixa de 6,30%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 4,53% para 4,27%, ante 5,01% de quatro semanas antes.

Para 2021, a projeção para o câmbio seguiu em R$ 5,10, ante os R$ 5,00 registrados quatro pesquisas atrás. A pre­visão para a cotação do dólar passou de R$ 5,30 para R$ 5,35 ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,10.

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